Cada vez mais o Brasil se consolida como uma potência econômica. Enquanto a economia européia entra em colapso, os fundamentos econômicos de nosso país continuam em pé. Somos a bola da vez, aparecemos nos filmes de Hollywood, os principais artistas do pop internacional, vêm fazer show aqui, nossa presença no conselho de segurança da ONU está cada vez mais incontestavel e por aí vai.
Mas ainda existe um gueto dentro do Brasil. O desempenho de nossos atletas nas olimpíadas de Londres é reflexo disso. Mas quais são os fatores que influenciam no quadro de medalhas? Alguns estudos apontam para o tamanho do PIB, população e questões culturais.
Em relação ao PIB alguns economistas alegam que quanto mais rica a nação, mais infraestrutura e mais programas governamentais voltados à prática de esportes haverão. Sustentam que em nações pobres, pessoas dotadas com habilidades esportivas, acabam tendo que trabalhar ao invés de praticar esporte.
Em relação a população indicam que quanto maior a população de um país, maior será a oferta de atletas em potêncial.
Mas no caso do Brasil e India que possuem PIB e população relativamente elevada? O desempenho não deveria ser muito melhor? Neste caso alguns analistas sustentam que o PIB per capita é baixo, ou seja, a renda média das famílias é insuficiênte para obtermos um resultado competitivo.
Outra teoria gira em torno das questões culturais. No Brasil por exemplo, os esportes coletivos como futebol, volei, basquete tem muito mais espectadores e torçedores do que os esportes individuais e atraem grande parte dos investimentos e patrocinios. Existe uma pré-disposição de nossos filhos serem jogadores de futebol. Na Índia por exemplo, a população prefere esportes não olímpicos, como o críquete.
Outro exemplo é o caso da Coréia do Sul que é favorecida pelo taekwondo, um esporte que possui diversas categorias e distribui diversas medalhas, diferentemente do futebol, volei, etc.
A bem da verdade, a soma dos fatores culturais, populacionais e econômicos são sem dúvidas determinantes no desempenho da nações.
Enquanto isso aqui no Brasil, na Câmara dos Deputados em Brasilia, a Comissão de Turismo e Desporto realizará audiência pública para analisar o quadro de medalhas e o desempenho de cada país nos Jogos Olímpicos de Londres.
O debate foi proposto em nome da Frente Parlamentar da Atividade Física para o Desenvolvimento Humano. Segundo os proponentes, o atual formato da classificação dos países, que dá ênfase às medalhas de ouro, favorece os países que investem em esportes individuais e vai de encontro aos valores pregados pelo barão de Coubertin (idealizador dos Jogos Modernos).
É importante frizar que estamos num período eleitoral. Em 2016 encerrará o mandato do próximo gestor municipal e começará as Olimpiadas Brasileira. Quem sabe serão as polítcas desportivas adotadas pelos próximos gestores municipais que farão a difernça do nosso quadro de medalhas?