AJUSTE VIA REDUÇÃO DE GASTOS VERSUS
AUMENTO DE IMPOSTOS
Um estudo feito por economistas de uma gestora de
investimentos de São Paulo comparando os países que fizeram ajustes fiscais
desde a crise de 2008 é muito claro quanto aos resultados alcançados.
Se o país opta por um ajuste baseado em corte de
gastos, a recuperação começa a aparecer em doze meses. Se for por meio de
aumento de impostos, a volta do crescimento se dá entre o segundo e o terceiro
anos do início do processo. O Brasil está mais para o segundo caso.
DILMA EM
BUSCA DO DÉFICIT ZERO
CORTES NO
ORÇAMENTO
O déficit das contas nacionais em 2014 foi o pior desde
2001 chegando a 0,63 do PIB, com este resultado o governo federal não teve
outra alternativa senão ajustar as contas. Abaixo alguns itens sobre o ajuste:
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O ajuste visa corrigir,
uma prática que foi batizada de “contabilidade criativa” e ou “pedaladas
fiscais” da equipe econômica anterior, liderada por Guido Mantega, que promovia
manobras fiscais para fechar as contas.
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Maio 2015 o
governo federal anuncia corte de R$70 bilhões de reais – sendo R$48,6 bilhões a
menos do que havia sido previsto no orçamento e R$21,4 a menos de emendas
parlamentares.
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O PAC foi um dos mais
atingidos pela redução de verbas passou de R$65 bilhões para R$40 bilhões,(menos
R$25,6 bilhões) o que prejudica inclusive o ritmo da duplicação da 116.
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O programa Minha Casa Minha Vicda passou de R$19 bilhões para
R$13 bilhões.
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Os cortes variam de pasta para pasta, o Ministério de
Desenvolvimento Agrário teve seu orçamento cortado em 50% - passou de R$3,7
bilhões para R$1,7 bilhão.
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O Ministério da Saúde teve uma redução de R$103,3 bilhões para
R$91,5 bilhões (menos 11,8 bilhões).
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O Bolsa Família foi mantido o orçamento estimado para os
beneficiários do programa, é de 27 bilhões de reais para este ano.
CORTE NOS DIREITOS
TRABALHISTAS
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Seguro desemprego: pelo texto aprovado, o trabalhador terá
direito ao seguro-desemprego se tiver trabalhado por pelo menos 12 meses nos
últimos dois anos, sendo que o governo queria 18 meses. Antes, o trabalhador
precisava de apenas seis meses.
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Para poder pedir o benefício pela segunda vez, o projeto
estipula que o trabalhador tenha nove meses de atividade. Antes, esse prazo
exigido era de seis meses de trabalho, e o governo queria ampliar para 12 meses.
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Em relação ao abono salarial, o texto prevê que o trabalhador
que recebe até dois salários mínimos deverá ter trabalhado por três meses para
ter direito ao benefício, o governo queria seis meses.
AUMENTO DE
IMPOSTOS
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O Governo editou uma medida provisória que estabelece o aumento
de contribuição sobre lucro líquido de instituições financeiras – de 15% para
20%.
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Duas Medidas Provisórias reduziram os direitos trabalhistas, o
projeto 863/2015 dobra a tributação de empresas e anula a desoneração que foi
concedida pelo mesmo governo, tempos atrás, para estimular a geração de
empregos. Trata-se de uma “reoneração” – aumento de impostos – que, na crise em
que o país está, é um estímulo à demissão.
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A Abimaq (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e
Equipamentos) estima que a medida irá provocar a demissão de 150 mil
trabalhadores até o final deste ano. Enquanto isso o governo continua com 39
ministérios e mais de 24 mil cargos comissionados.
RESULTADOS
DESASTROSOS DA POLÍTICA ECONOMICA
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Brasil é a 8ª economia com menor crescimento em 2015 - Ranking
elaborado com previsões do Banco Mundial.
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Temos a maior taxa de juros reais do mundo.
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Para este ano, a previsão é retração de 1,3% do PIB (o último
Boletim Focus, divulgado pelo Banco Central, prevê encolhimento da economia de 1,35% em 2015).
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O IBGE revelou que a renda média caiu 5% em relação a maio de
2014. É a maior queda desde janeiro de 2004.
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A taxa de desemprego foi a 6,7% em maio, na quinta alta mensal
consecutiva. Um ano antes estava em 4,9%. A estimativa de analistas é de que
atinja 9% até dezembro, colocando definitivamente o Brasil no grupo de países
com índice de desemprego alto.
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A taxa de desocupação para aqueles com idade entre 18 e 24 anos
alcança agora 16,4%, com alta de mais de quatro pontos em relação a um ano
antes
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Pesquisa do IBGE, a Pnad Contínua, revela, que o exército de
desempregados aumentou em quase 1 milhão de pessoas nos últimos 12 meses.
