quarta-feira, 22 de julho de 2015

AUSTERIDADE NO GOVERNO PETISTA


AJUSTE VIA REDUÇÃO DE GASTOS VERSUS AUMENTO DE IMPOSTOS
 
 

Um estudo feito por economistas de uma gestora de investimentos de São Paulo comparando os países que fizeram ajustes fiscais desde a crise de 2008 é muito claro quanto aos resultados alcançados.

Se o país opta por um ajuste baseado em corte de gastos, a recuperação começa a aparecer em doze meses. Se for por meio de aumento de impostos, a volta do crescimento se dá entre o segundo e o terceiro anos do início do processo. O Brasil está mais para o segundo caso.



DILMA EM BUSCA DO DÉFICIT ZERO

CORTES NO ORÇAMENTO

O déficit das contas nacionais em 2014 foi o pior desde 2001 chegando a 0,63 do PIB, com este resultado o governo federal não teve outra alternativa senão ajustar as contas. Abaixo alguns itens sobre o ajuste:

·        O ajuste visa corrigir, uma prática que foi batizada de “contabilidade criativa” e ou “pedaladas fiscais” da equipe econômica anterior, liderada por Guido Mantega, que promovia manobras fiscais para fechar as contas.

·        Maio 2015 o governo federal anuncia corte de R$70 bilhões de reais – sendo R$48,6 bilhões a menos do que havia sido previsto no orçamento e R$21,4 a menos de emendas parlamentares.

·        O PAC foi um dos mais atingidos pela redução de verbas passou de R$65 bilhões para R$40 bilhões,(menos R$25,6 bilhões) o que prejudica inclusive o ritmo da duplicação da 116.

·        O programa Minha Casa Minha Vicda passou de R$19 bilhões para R$13 bilhões.

·        Os cortes variam de pasta para pasta, o Ministério de Desenvolvimento Agrário teve seu orçamento cortado em 50% - passou de R$3,7 bilhões para R$1,7 bilhão.

·        O Ministério da Saúde teve uma redução de R$103,3 bilhões para R$91,5 bilhões (menos 11,8 bilhões).

·        O Bolsa Família foi mantido o orçamento estimado para os beneficiários do programa, é de 27 bilhões de reais para este ano.

 

CORTE NOS DIREITOS TRABALHISTAS

·        Seguro desemprego: pelo texto aprovado, o trabalhador terá direito ao seguro-desemprego se tiver trabalhado por pelo menos 12 meses nos últimos dois anos, sendo que o governo queria 18 meses. Antes, o trabalhador precisava de apenas seis meses.

·        Para poder pedir o benefício pela segunda vez, o projeto estipula que o trabalhador tenha nove meses de atividade. Antes, esse prazo exigido era de seis meses de trabalho, e o governo queria ampliar para 12 meses.

·        Em relação ao abono salarial, o texto prevê que o trabalhador que recebe até dois salários mínimos deverá ter trabalhado por três meses para ter direito ao benefício, o governo queria seis meses.

 

AUMENTO DE IMPOSTOS

·        O Governo editou uma medida provisória que estabelece o aumento de contribuição sobre lucro líquido de instituições financeiras – de 15% para 20%.

·        Duas Medidas Provisórias reduziram os direitos trabalhistas, o projeto 863/2015 dobra a tributação de empresas e anula a desoneração que foi concedida pelo mesmo governo, tempos atrás, para estimular a geração de empregos. Trata-se de uma “reoneração” – aumento de impostos – que, na crise em que o país está, é um estímulo à demissão.

·        A Abimaq (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos) estima que a medida irá provocar a demissão de 150 mil trabalhadores até o final deste ano. Enquanto isso o governo continua com 39 ministérios e mais de 24 mil cargos comissionados.

 

RESULTADOS DESASTROSOS DA POLÍTICA ECONOMICA

·        Brasil é a 8ª economia com menor crescimento em 2015 - Ranking elaborado com previsões do Banco Mundial.

·        Temos a maior taxa de juros reais do mundo.

·        Para este ano, a previsão é retração de 1,3% do PIB (o último Boletim Focus, divulgado pelo Banco Central, prevê encolhimento da economia de 1,35% em 2015).

·        O IBGE revelou que a renda média caiu 5% em relação a maio de 2014. É a maior queda desde janeiro de 2004.

·        A taxa de desemprego foi a 6,7% em maio, na quinta alta mensal consecutiva. Um ano antes estava em 4,9%. A estimativa de analistas é de que atinja 9% até dezembro, colocando definitivamente o Brasil no grupo de países com índice de desemprego alto.

·        A taxa de desocupação para aqueles com idade entre 18 e 24 anos alcança agora 16,4%, com alta de mais de quatro pontos em relação a um ano antes

·        Pesquisa do IBGE, a Pnad Contínua, revela, que o exército de desempregados aumentou em quase 1 milhão de pessoas nos últimos 12 meses.