segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

GASTOS COM PROPAGANDA SUPERAM INVESTIMENTOS EM IRRIGAÇÃO E AGRICULTURA


Notoriamente a mão pesada do Estado atrapalha em muito nossa base primária – Mais atrapalha do que ajuda, sobretudo aqui no RS. Muito embora o governo federal estabeleça a política de preços mínimos, o fato é que, o excesso de tributação, a falta de concorrência das empresas fornecedoras de insumos básicos, o perfil das tarifas de importação (Mercosul), a falta de infraestrutura, entre outros entraves, fazem do nosso produtor rural um dos maiores (se não o maior) profissionais do agrobusiness do mundo.

O fator mais relevante para nossa produção de commodities é o tempo. Não basta o governo subsidiar taxa de juros para a produção agrícola, tem que haver uma política de investimentos em  irrigação. Há mais de um século sabemos que as estiagens são fatais para o produtor que fica endividado e acaba vendendo sua terra para saldar ao banco.

Muito embora neste ano teremos um recorde em nossa safra, ninguém, além de São Pedro, poderá afirmar como será o desempenho no ano que vem. Isto porque não há ações estruturantes, por parte do governo do Estado, que venham mudar esta realidade.

Para quem não vive no campo ou não tem nenhuma relação de produção com o campo, basta conhecer algumas informações da contabilidade estadual. No ano passado, o governo Tarso gastou mais em propaganda do que em irrigação e agricultura. O Palácio Piratini destinou R$ 66,4 milhões em publicidade (fora estatais como Banrisul e CEEE). Em contrapartida, os investimentos em projetos para diminuir os efeitos das estiagens no Estado ficaram em R$ 28 milhões. No setor primário, mais especificamente agricultura e pecuária, foram investidos apenas R$ 38 milhões.

Pelo visto, uma das alternativas do nosso agricultor, para a safra do ano que vem, será a de rezar para o santo certo.

CONAB ESTIMA QUE O RIO GRANDE DO SUL TERÁ A SEGUNDA MAIOR SAFRA DA HISTÓRIA


A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) informou que o Rio Grande do Sul deve alcançar em 2012/2013 a segunda maior safra da história. Estima-se que serão produzidos no estado cerca de 27,2 milhões de toneladas de grãos nesta temporada, número que só é inferior aos 28,8 milhões colhidos em 2010/2011. A área de cultivo é estimada em 8 milhões de hectares.

O principal produto será a soja, que deve se aproximar dos 12,2 milhões de toneladas, após ter ficado em 6,5 milhões na safra anterior.

Em relação ao milho, a estimativa é que 4,7 milhões de grãos sejam colhidos.

A expectativa para o arroz é de cerca de 8 milhões de toneladas, ante 7,7 milhões de toneladas na safra anterior.

PROPAGANDA ENTRE AS PRIORIDADES DO GOVERNO TARSO


Na comparação com o valor gasto em 2012, o governador Tarso Genro aumentou em 47% os recursos destinados à propaganda no Orçamento 2013. O percentual sobe para 280% se comparado com o valor gasto em 2011. Neste ano, o governo petista pretende gastar R$ 97,8 milhões. Em 2011, foram R$ 25,7 milhões e, em 2012, o volume de recursos ficou em R$ 66,4 milhões. Os números são da Secretaria Estadual da Fazenda.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

SANTA MARIA - QUEM PAGA!

De fato é muito triste para todos, mas, sobretudo para os familiares e amigos das vítimas da tragédia ocorrida em Santa Maria. O que tudo indica é que no momento em o fogo se alastrou sucessivos erros, contribuíram para que o incêndio tivesse a dimensão que teve.

Entretanto, se houveram falhas no momento do ocorrido, houve também falhas prévias, falhas de fiscalização por parte do poder público, seja da esfera municipal, seja da esfera estadual. O prefeito em virtude da emissão do alvará e o governador em virtude do corpo de bombeiros.

Quase sempre as tragédias são distintas por dois momentos específicos: o primeiro é regido pela solidariedade, compaixão, tristeza e fraternidade; o segundo é regido pela raiva, discórdia e egoísmo. O primeiro momento é quando se socorrem e enterram as vítimas o segundo é onde se buscam os culpados.

Muito provavelmente veremos pela frente um octógono entre a banda, o dono da boate, o prefeito municipal e o representante do executivo estadual. A banda porque utilizou os fogos, o dono da boate por diversos fatos e os representantes dos executivos porque não fiscalizaram com o vigor necessário para evitar a tragédia.

Todos estão tristes, não tenho dúvida, mas em algum momento alguém terá que pagar por isso e como esta será uma ação com grande comoção pública, a decisão do juiz será avaliada por todos nós,, logo, a justiça terá que ser feita.

E o Estado deverá indenizar? Onde está a responsabilidade objetiva do Estado? Lembrem que existe um elo que liga as mortes com os “atos administrativos”.

Mas vamos pensar o seguinte, foram apreendidos os bens do dono da boate, e que acredito eu, não deve pagar nem os danos morais dos sobreviventes. Quem pagará o resto?

Qualquer pessoa de bom senso sabe que a prisão do culpado ou a indenização não substitui uma vida, mas é a forma que temos neste plano de atenuar a dor. Para prender basta uma decisão do favorável juiz após o julgamento, mas caso haja o entendimento da indenização será preciso fontes de recursos, e esta pelo que vejo, só o município e/ou estado poderão arcar, logo, nós pagaremos também.

Na verdade tudo isso poderia ter sido evitado, não é o caso de pagarmos ou não, e sim do poder público cumprir com o seu papel.