De acordo
com os Economistas do Banco Central existe a possibilidade de aumento
dos juros em 2013. A estimativa para a taxa básica no fim do ano
subiu de 8,25% para 8,50% ao ano. Os analistas mantiveram a
expectativa de que a Selic começará a subir na reunião do Comitê
de Política Monetária (Copom) da última semana de maio.
terça-feira, 26 de março de 2013
EXPORTAÇÕES GAÚCHAS CAEM 11,8% NO PRIMEIRO BIMESTRE DE 2013 DIZ FEE
A balança externa do Rio Grande do Sul em janeiro e fevereiro deste ano reflete uma retração de 11,8%. Um encolhimento que ultrapassa o verificado no País: - 7,8%.
A retração nacional é explicada pela queda nas vendas de petróleo e de soja. O resultado coloca o Estado como o quinto maior exportador brasileiro, atrás de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Pará.
Os números de janeiro e fevereiro, apontaram que a exportação de produtos alimentícios registrou um decréscimo de US$ 189,2 milhões. Já o setor de máquinas e equipamentos teve um decréscimo de US$ 81,8 milhões. Na venda de veículos automotores, a retração foi de US$ 19,9 milhões.
Constata-se no período a queda da China no ranking dos principais destinos das exportações do Rio Grande do Sul. Em primeiro lugar aparece a Argentina, ainda que com uma redução de 30% na participação (agora o país é destino de 9,55% das vendas externas). Depois aparecem Estados Unidos (8,12% de participação, destacado como o principal comprador de armas), Paraguai (destino de 3,78% das cargas, demandante de máquinas e equipamentos agrícolas) e Holanda (3,66% de participação nas exportações gaúchas, o país é ponto de entrada para a Comunidade Europeia e destino da exportação de arroz).
A China, principal comprador da soja do Estado, aparece no quinto lugar, com participação de 3,6%.
Fonte: Fundação de Economia e Estatística
sábado, 23 de março de 2013
DEPOIS DE CRESCIMENTO BRASILEIRO PÍFIO EM 2012 – EXPECTATIVAS PESSIMISTAS
Apesar
de todos os esforços do governo, a indústria brasileira de transformação não ganhou
confiança para encaminhar novos projetos
de investimentos em 2013. Ao contrário, este setor pretende investir este ano 9,5%
menos que em 2012. O valor deverá cair de R$ 218 bilhões para R$ 197,3 bilhões,
de acordo com uma pesquisa de intenção de investimento que acaba de ser tabulada
pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).
Para
chegar a esses números, a entidade ouviu mais de 1,2 mil empresas com fábricas em
todo o País, entre os dias 22 de janeiro e 23 de fevereiro deste ano.
Muito
embora o governo tenha proposto medidas de proativas no ano passado, como o corte
na taxa básica de juros, a desoneração da folha de pagamentos e a redução do custo
da energia elétrica", ainda existem muitas dúvidas para o empresário. Existe
ainda o forte receio de investir, aumentar a capacidade de sua fábrica e depois
não ter condições competitivas para vender a produção.
O
problema da indústria brasileira tem origem na falta de capacidade do governo federal
em aliviar a mão pesada do Estado, é um problema estrutural. A nossa indústria vem
definhando já faz algum tempo. Em 2012, por exemplo, a produção física caiu 2,8%,
depois de ter ficado estagnada em 2011. Além disso, a balança comercial do setor
apresentou em 2012 o maior déficit da sua história, de US$ 50,6 bilhões.
O
resultado é que o setor passou a representar só 13,3% do Produto Interno Bruto (PIB),
sua menor participação na formação de riqueza do País dos últimos 50 anos. Em 1985,
o número foi bem maior, de 27%.
As
empresas entrevistadas alegaram que a elevada carga tributária continua como principal
limitante ao investimento, seguido da baixa taxa de crescimento da economia.
De
acordo com a pesquisa da Fiesp, o investimento industrial em máquinas e equipamentos
é o que deverá apresentar maior queda este ano, de 16,4%. Enquanto em 2012 foram
investidos R$ 160 bilhões, agora se espera que sejam investidos só R$ 133,8 bilhões.
Tem
sido muito caro investir no Brasil uma vez que as alternativas de importação estão
disponíveis, tem sido muito mais fácil trazer
o produto pronto de fora, porque o retorno sobre o investimento é demorado demais,
em razão das altas taxas de juros e do peso dos impostos.
Esperamos
que as expectativas mudem e que a confiança dos produtores inverta este quadro de
estagnação da indústria brasileira, que o Sr. Jorge Gerdau, homem de confiança da
Presidente Dilma e expoente fabril, consiga
orientá-la no sentido de reduzir o peso da mão do Estado sobre o setor produtivo.
quarta-feira, 20 de março de 2013
O SOCIAL E O SOCIETÁRIO NO PETISMO
Por: Percival Puggina
Não sei se já contei isto. Acho que já contei, sim, mas conto de novo porque a situação perdura. Eu havia estacionado em um posto de gasolina e quando me dirigia para o inevitável cafezinho, um rapaz, maltrapilho e maltratado como diria o Chico, se aproximou de mim, declarando-se com fome, e me pediu um cachorro-quente. A frase - "Estou com fome" - não admite qualquer contestação. "Claro que sim, vem comigo".
Suponhamos que eu parasse naquele posto diariamente e que, também diariamente, o rapaz estivesse ali, reiterando-me seu apelo. Ao cabo de um mês eu teria despendido uma boa quantia com ele sem elevá-lo um centímetro na escala social. Ao contrário, eu o teria degradado à condição de dependente. Agora, ampliemos a cena. No meu lugar, coloque o governo federal, substitua o rapaz com fome por 22 milhões de famílias e o lanche por uma ajuda de custo para completar, em cada núcleo familiar, por pessoa, uma receita mínima de R$ 70 (o governo chama isso de renda...).
O leitor pode estar pensando - "Será que o Percival Puggina prefere que as pessoas passem fome?". Não, claro que não. Eu não sou contra o Bolsa- Família. O Lula é que era contra o Bolsa-Escola, no tempo do FHC. Escrevo motivado pela recentíssima divulgação pela ONU dos novos Índices de Desenvolvimento Humano. Eles situam o Brasil na 85ª posição do ranking mundial, com uma visível estagnação nos últimos anos. Como é possível? Com 22 milhões de famílias recebendo do governo um complemento de "renda" mensal?
Pois essa é a consequência do problema que muitos, entre os quais eu mesmo, já cansaram de advertir. O Bolsa-Família é um programa necessário, sim. FHC, aliás, já o havia instituído com o nome de Bolsa-Escola, sob severas críticas de Lula e do PT. É um programa que cria dependência em proporções que tornam desnecessário prová-la. Mas, isoladamente, nada faz que se possa denominar promoção social ou desenvolvimento humano. Em nada contribui para que as famílias em situação de miséria disponham, um dia, das condições necessárias para cuidar bem de si mesmas. Esse "cuidar bem de si mesmos" é o que fazem as pessoas nos países situados no topo da tabela da ONU. Na maior parte desses casos, não é o Estado que cuida bem das pessoas, mas as pessoas que têm habilitações que lhes permitem uma renda suficiente para fazê-lo.
A pergunta que dirijo ao PT, ao seu parceiro PMDB, e aos demais membros dessa organização societária estabelecida no Brasil, é esta: - Quando é que vocês vão levar a sério o problema da Educação? Os indicadores sociais já mostram que estamos praticamente estagnados! Menos gente passa fome no Brasil e isso é muito bom. Mas cai nos ombros dos senhores, após uma década no poder, o peso dos anos perdidos e o desastre social que os números estão a apontar.
Reconheço que o PT descobriu o Brasil em 2003. Reconheço que, assim como Cabral cravou uma cruz nas areias de Porto Seguro, Lula plantou uma estrela vermelha nos jardins do Palácio da Alvorada. Reconheço, também, que o PT realizou isso após haver inventado a roda, a roldana, o avião e a suíte presidencial a bordo do avião. Mas o fato é que nos setores fundamentais do bem estar social - Educação, Saúde e Segurança as coisas vão de mal a pior. A síndrome da dependência em que se afundou parcela significativa da população brasileira tornou-se elemento fundamental da organização societária que (vou usar um neologismo que a esquerda adora) se empoderou no Brasil.
terça-feira, 19 de março de 2013
SAIU NO ESTADÃO!
SÃO
PAULO - Apesar de todos os esforços do governo, a indústria
brasileira de transformação não ganhou confiança para
desengavetar novos projetos de investimento em 2013. Ao contrário, o
setor pretende investir este ano 9,5% menos que em 2012. O valor
deverá cair de R$ 218 bilhões para R$ 197,3 bilhões, de acordo com
uma pesquisa de intenção de investimento que acaba de ser tabulada
pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).
Para
chegar a esses números, a entidade ouviu mais de 1,2 mil empresas
com fábricas em todo o País, entre os dias 22 de janeiro e 23 de
fevereiro deste ano.
O
resultado surpreendeu o diretor do departamento de competitividade e
tecnologia da Fiesp, José Ricardo Roriz Coelho, responsável pela
pesquisa. Tanto que mandou auditar os dados. Ele esperava alguma
retomada do investimento depois de o governo Dilma Rousseff ter
lançado 15 pacotes de medidas para incentivar o setor produtivo. O
último, anunciado quinta feira, liberou R$ 33 milhões para
financiar projetos de empresas privadas na área de inovação,
pesquisa e desenvolvimento.
"O
governo fez muitas coisas corajosas no ano passado, como o corte na
taxa básica de juros, a desoneração da folha de pagamentos, a
redução do custo da energia elétrica e mesmo com o câmbio",
cita Roriz Coelho. "Mesmo assim, a pesquisa está indicando que
ainda existem muitas dúvidas do empresário em investir, em aumentar
a capacidade de sua fábrica e depois não ter condições
competitivas para vender a produção."
O
diretor da Fiesp não foi o único a ser surpreendido pela resposta
das indústrias. "É uma ducha de água fria nas expectativas de
dez entre dez economistas", diz Júlio Sérgio Gomes de Almeida,
ex-secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda e
professor da Unicamp. "Não é a primeira vez que os economistas
acreditam em uma coisa e os empresários, em outra",
acrescentou, bem humorado.
A
questão é que a indústria está definhando já faz algum tempo. Em
2012, por exemplo, a produção física caiu 2,8%, depois de ter
ficado estagnada em 2011. Além disso, a balança comercial
(diferença entre a exportação e a importação) do setor
apresentou em 2012 o maior déficit da sua história, de US$ 50,6
bilhões.
O
resultado é que o setor passou a representar só 13,3% do Produto
Interno Bruto (PIB), sua menor participação na formação de
riqueza do País dos últimos 50 anos. Em 1985, o número foi bem
maior, de 27%.
"Essa
retração na intenção de investimento faz todo sentido com o clima
que percebemos nesse começo de ano nas empresas", diz Sergio
Valle, economista-chefe da MB Associados. "Há uma percepção
de que haverá dificuldade de recuperação este ano." Parte
disso, segundo ele, se dá pela baixa competitividade da indústria,
que não incentiva as empresas a exportar. Outra parte se dá "pelas
incertezas regulatórias que o governo coloca e que sustam os
investimentos".Confusão.
O
economista observa, no entanto, que os dados de investimento que são
divulgados periodicamente pelo Banco Nacional de Desenvolvimento
Econômico e Social (BNDES) podem causar confusão, já que o banco
acena com expansão para 2013. Os números, no entanto, referem-se ao
investimento global, incluindo infraestrutura, óleo e gás e
agricultura, por exemplo, que vão bem, e não apenas industrial.
"Além disso, caminhões entram em bens de capital e há apenas
um efeito estatístico por causa da retração que tivemos no ano
passado pela mudança do motor para euro 5, mais caro que o
anterior."
As
empresas entrevistadas pela Fiesp mostraram que a elevada carga
tributária continua como principal limitante ao investimento.
Contudo, o peso dos tributos perdeu importância (em resposta
múltipla, foi citado por 56% dos entrevistados, ante 75% em 2012)
porque outros fatores ganharam relevância. É o caso da baixa taxa
de crescimento da economia, apontada por 36% dos entrevistados. Na
pesquisa anterior, foram só 26%.
Arrependimento. O
empresário Corrado Vallo, sócio da Omel Bombas e Compressores Ltda,
que fornece equipamentos para a indústria petroquímica, sentiu isso
na pele. Há dois anos, a empresa investiu R$ 6 milhões na compra de
máquinas e ainda tinha planos de investir outros R$ 6 milhões na
construção de uma nova unidade.
"Desistimos
desse projeto porque simplesmente não tem demanda", conta o
empresário. "Até nos arrependemos um pouco de ter comprado
aquelas máquinas, avançadíssimas, de comando numérico para usinar
peças de três eixos, que não existiam no Brasil, porque elas
deveriam trabalhar em três turnos e só estamos conseguindo rodar um
turno por falta de serviço."
De
acordo com a pesquisa da Fiesp, o investimento industrial em máquinas
e equipamentos é o que deverá apresentar maior queda este ano, de
16,4%. Enquanto em 2012 foram investidos R$ 160 bilhões, agora se
espera que sejam investidos só R$ 133,8 bilhões.
"É
caro investir no Brasil", queixa-se Luiz Aubert Neto, presidente
da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos
(Abimaq). "É muito mais fácil trazer o produto pronto de fora,
porque o retorno sobre o investimento é demorado demais, em razão
das altas taxas de juros e do peso dos impostos que temos aqui."
Um
único setor deverá receber mais dinheiro este ano. Os investimentos
em gestão deverão crescer de R$ 17,2 bilhões, em 2012, para R$
27,3 bilhões, um salto de 58,4%.
"Esse
aumento significativo deve-se à estratégia de eficiência produtiva
adotada pelas empresas, que visa a reduzir custos e a substituir
máquinas obsoletas por versões modernas", explica Roriz
Coelho.
P.s. gostaria de ouvir o Sr. Jorge Gerdau a respeito desta matéria!
sábado, 16 de março de 2013
FRACO DESEMPENHO DA ECONOMIA GAÚCHA
Nesta segunda-feira (11), foi anunciado pela Fundação de Economia e Estatística do Estado do Rio Grande do Sul o desempenho da economia gaúcha em 2012. O indicador utilizado foi o Produto Interno Bruto, que mede o volume de produção de bens e serviços.
O resultado do PIB gaúcho em 2012 ficou em R$296,3 bilhões, apresentando uma queda de 1,8% em relação a 2011. Esta queda representa um montante de R$5 bilhões a menos na produção gaúcha. Cabe lembrar que o resultado do desempenho econômico do Brasil, embora positivo, foi péssimo, crescemos apenas 0,8%. Alguns especialistas afirmam que para termos um desempenho razoável deveríamos apresentar um crescimento superior a 5%.
O setor
que puxou para baixo o desempenho da economia gaúcha foi a agropecuária, com uma queda de 27,6%, onde a soja apresentou uma quebra de 49,3%, o milho 45,3% e o arroz 14%. Considerando o âmbito nacional, também houve queda de 0,8, ou seja nosso resultado foi extremamente inferior ao nacional.
Segundo analistas
da Fundação, a estiagem é o grande vilão do péssimo desempenho da economia gaúcha. Bem, ao que indica, mais uma vez estamos crescendo menos que o Brasil em virtude da sazonalidade das estiagens.
Só há
uma maneira de mudar o desempenho cíclico da economia gaúcha que é através de mudanças estruturais, com um conjunto de políticas públicas de estado e não de governo. Priorizar a irrigação é sim uma solução.
O desempenho
da índústria gaúcha também apresentou resultado negativo, assim como o desempenho da indústria brasileira. Dentro deste setor o segmento Transformação obteve um resultado negativo de 4,5%, já a construção civil teve crescimento de 2,3%.
Se o
Rio Grande do Sul apresentou um desempenho econômico declinante em 2012, o resultado Brasileiro também não ficou muito diferente se comparado com países emergentes.
Desempenho da Economia Brasileira Frente aos Países Emergentes
De um
modo geral e considerando a renda percapita gaúcha de R$27 mil, podemos dizer que cada um de nós deixou de ganhar em 2012 aproximadamente R$600,00.
Para o
Rio Grande voltar a crescer, é preciso vontade política e fundamentalmente investimento nos
setores produtivos como a agropecuária que é o setor com maior encadeamento econômico. Está certo que políticas de transferência de renda seja ótimo, mas não podemos descuidar do setor produtivo sob pena de não haver mais renda para distribuir.
Cabe lembrar
que ainda temos uma taxa de desemprego baixa, mas se este quadro persistir, a crise baterá na porta da classe média e daí meu amigo, os mais preparados sobreviverão.
sexta-feira, 8 de março de 2013
CONSULTA POPULAR
O Rio
Grande do Sul está perdento o prestígio de ser considerado um
exemplo em organização territorial com seu modelo de governança
por meio dos Conselhos de Desenvolvimento Regional – Corede´s.
Uma das
formas que o governo do estado dispõe para fortalecer esta
regionalização é através da Consulta Popular, que é um processo
de liberação de recursos para aquisição de bens e serviços aos
municípios, baseado na escolha dos cidadãos. Assim o governo do
Estado, ano a ano, destina parte do seu orçamento para esta
finalidade.
Entretanto
ao fazermos um recorte no tempo e analisarmos a execução
orçamentária da Consulta Popular nos últimos 2 anos, percebemos
que o atual governo não tem valorizado este processo, que é
fundamental para o desenvolvimento dos municípios.
Veja
como tem sido executado o orçamento da Consulta no atual governo:
- Redução de recursos destinados à consulta popular: Em 2011 foram executados R$36 milhões a menos que em 2010.
- Considerando a soma dos dois primeiros anos de governo Yeda, foram destinados R$220,7 milhões enquanto nos dois primeiros anos de governo Tarso foi destindo pouco mais da metade R$120 milhões uma redução de R$100 milhões em apenas dois anos.
- A soma do orçamento que os gaúchos votaram anos de 2011 e 2012 somam R$364,5 milhões, entretanto menos de 1/3 foi executado, ou seja R$120,6, gerando assim, um passivo de R$243,9 milhões.
Note que muito
provavelmente o ano de 2013 manterá esta tendência uma vez que até
inicio de março não foi pago praticamente nada do previsto, apenas
R$235 mil.
- Veja as 10 regiões que tiveram menor nível de execução orçamentária na Consulta Popular
O desempenho do Corede Centro Sul não foi muito diferente, do total orçado em 2012 – R$4,954.843 apenas R$2.356.329, menos da metade, ficando o restante como passivo da Consulta Popular.
Por outro lado, a evolução da participação popular na votação do orçamento da Consulta Popular tem se mantido estagnado:
- 2007 – 369 mil votantes
- 2008 – 478 mil votantes – Cresceu 29%
- 2009 – 950 mil votantes – Cresceu 98%
- 2010 – 1.217 mil votantes – Cresceu 28%
- 2011 – 1.134 mil votantes – Diminuiu 7%
- 2012 – 1.286 mil votantes -Cresceu 13%
É um reflexo natural, a descrença, na medida em que as promessas não são cumpridas.
sábado, 2 de março de 2013
GESTÃO REFLETE O FRACO DESEMPENHO DA ECONOMIA BRASILEIRA
Brasília – “O crescimento fraco do PIB brasileiro não é culpa dos EUA, da Europa, ou mesmo de uma possível falta de dinheiro por aqui. Isso acontece por falhas de gestão do governo federal, que não sabe se planejar, não investe e inibe os investidores privados”. A avaliação é do economista Mansueto Almeida, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada.
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta sexta-feira (1º) que o crescimento do PIB do Brasil em 2012 foi de 0,9%. O desempenho foi o pior registrado no país desde 2003. É também o mais fraco entre os países que compõem os Brics – Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul –, grupo das nações em desenvolvimento.
O levantamento do IBGE constatou um recuo de 4% nos investimentos realizados no país, na comparação entre 2012 e 2011. Este patamar refere-se aos atos governamentais, o que inclui a construção de rodovias e outros aparelhos de logística, e aos privados.
A queda nos investimentos é, segundo Mansueto, o fator preponderante para o “pibinho” brasileiro. O economista ressalta que, a cada ano, a contabilidade federal tem registrado patamares elevados dos “restos a pagar” – montante contemplado no Orçamento que não se executa na prática. “Ou seja, há dinheiro para ser aplicado. O que não existem são políticas adequadas para investi-lo”, disse.
E o panorama falho governamental inibe aplicações maiores dos entes privados. O Brasil tem, segundo Mansueto, uma cadeia de problemas que dificulta a elevação da produção industrial. Ele elenca entre esses fatores os elevados custos trabalhistas e tributários e também os problemas logísticos. “Perdemos tanto dos países que pagam salários baixos mas têm produção menor, como China e Vietnã, quanto daqueles em que o cenário é oposto, como a Alemanha. Nossos produtos até conseguem ser competitivos, mas apenas ‘da porta para dentro’. Quando precisam ser comercializados, esbarram nessas dificuldades e não conseguimos vender de maneira eficiente”, destacou.
“Estamos vivendo um cenário de dez anos de descaso com as questões estruturais do Brasil. E um dos frutos mais significativos disso é a perda da credibilidade perante os investidores. Não há como recuperarmos isso agora. Há um trabalho longo que precisa ser feito”, disse.
Diálogo
O deputado federal Luiz Fernando Machado (PSDB-SP) afirma que as bancadas oposicionistas precisam liderar um processo de discussão do problema, para expor à população as consequências do fraco crescimento econômico.
“O Congresso é uma ferramenta para promovermos essa discussão. Temos que esclarecer ao povo o quanto isso prejudica o dia a dia das cidades”, ressaltou.
Para o parlamentar, a situação nacional ainda não se tornou mais grave por conta dos números positivos em relação à empregabilidade. “Temos uma boa posição para o emprego, mas o crescimento fraco do PIB traz ansiedade. O governo federal tem que ser um indutor da recuperação da economia, o que não está ocorrendo”, disse.
Fonte:http://www.psdb.org.br/gestao-fraca-e-planejamento-inexistente-derrubam-pib-brasileiro/
sexta-feira, 1 de março de 2013
MENOS INVESTIMENTO, MAIS INSEGURANÇA
Ouvi dias
atrás o governador Tarso falando de investimentos em segurança
pública e me surpreendi quanto percebi que o Governador havia
considerado "a folha de pagamento" da Secretaria de
Segurança Pública como investimento. Investimento pelo que sei é
despesa de capital, é despesa do tipo: aquisição de viaturas,
construção de presidios, aquisição de equipamentos como
bafômetro, aquisição de equipamentos de tecnologia, etc.
A
qualidade dos serviços públicos estão diretamente associadas há
três dimensões fundamentais:
- Capacitação dos profissionais em suas respectivas áreas;
- Valorização dos profissionais através do reconhecimento de suas atividades e remuneração adequada e
- Investimento para prover infraestrutura adequada.
Em
relação à capacitação, é importante ressaltar que não adianta
implantar um modelo de capacitação difuso, imagine um professor de
matemática do ensino médio especializando-se em Ciências Sociais,
enquanto o desempenho dos alunos nas provas de avaliação são
decepcionantes. Não faz sentido!
Na
questão da valorização, é extremamente importante que o gestor
mantenha seus funcionários motivados, sejam públicos ou não. A
motivação, sobretudo no setor público, combate a inércia, muitas
vezes promovida pela segurança da estabilidade. Neste sentido a
valorização por desempenho se apresenta como uma alternativa
duplamente boa (boa para o servidor, boa para a sociedade que demanda
serviços públicos).
No que
trata aos investimentos é importante salientar que ele se distingui
de capacitação e valorização. Quando se investe em segurança por
exemplo, adiciona-se ao profissional qualificado e motivado
equipamentos que em última instância irão dar maior eficiência
aos serviços de segurança, e logicamente espera-se melhora nos
indicadores de criminalidade.
A
confusão ora apresentada pelo governador pode ter sido proposital em
virtude dos dados de investimento em segurança pública de seu
governo. Nos dois primeiros anos o governo do Estado investiu em
segurança R$70,5 milhões (2011) e R$95 milhões (2012), somando
estes dois anos temos R$165 milhões, inferior ao que foi investido
no último ano do governo Yeda R$176,4.
Espera-se
mais, sobretudo de um governo que já autorizou na Assembléia
Legislativa empréstimos junto a bancos nacionais e internacionais,
num montante superior a R$4,2 bilhões. Assim analisando os
indicadores de criminalidade percebê-se os resultados da falta de
investimentos na segurança, dos seis principais indicadores,
relacionados no gráfico, cinco apresentaram crescimento em 2012.
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