terça-feira, 18 de dezembro de 2012

RIO GRANDE DO SUL DO BRASIL DO MUNDO TERÁ CRESCIMENTO NEGATIVO EM 2012


De acordo com o presidente da Fundação de Economia e Estatística o PIB gaúcho, num cenário otimista, deve fechar o ano com um registro de queda em torno de 1%, sendo que até o terceiro trimestre, o acumulado do ano está em -2,1%.

O forte impacto da quebra de safra com a estiagem do primeiro trimestre impulsionaram o PIB para baixo. Outro destaque negativo ficou por conta do setor Indústria, em geral, com queda de -2,8%, mais forte na área de tranformação -4,8%.

Considerando o cenário nacional o resultado de crescimento para este ano, não é nada animador. Ao comparar o crescimento dos países que formam o chamado BRIC – China, Índia, Brasil, Rússia e África do Sul percebemos que o Brasil terá em 2012 o pior resultado.

Tudo indica que a política fiscal de Dilma não tem se mostrado efetiva para o crescimento. Os prefeitos criticam alegando que a presidente dá com uma mão e tira com a outra. Se por um lado o IPI aumenta o consumo de bens, gerando emprego e renda, por outro, reduz os recursos destinados às prefeituras, que em última instância são aplicados em saúde, educação e infraestrutura.

Considerando os países da América Latina (20 países) o Brasil terá o 2º píor crescimento, ficando atrás apenas do Paraguai. De acordo com o relatório da Comissão Econômica para a América Latina e Caribe – Cepal, o Brasil experimentou um processo de desaceleração econômica mais forte que os demais países.

Um dos fatores que contribuiram para que o nosso resultado não seja ainda pior foi o consumo. Cabe lembrar que boa parte do consumo dos brasileiros está baseado na expansão do crédito, ou seja, endividamento das famílias, como o crédito consignado, às compras parceladas em até 12 vezes, ou até antecipação do 13º de 2013 e demais recebíveis.

Este tipo de crescimento não se sustenta por muito tempo, pois na medida em que o cidadão se endivida, tende a reduzir sua renda futura e com isso aumenta a inadiplência elevando a taxa de juros em função dos riscos.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

VOCÊ SABIA?


  •  Que o RS possui uma área de 3,3% do território nacional e com 5,6% da população.
  • Que o nosso PIB corresponde de 6,6% do nacional, embora essa participação fosse de 8,5% entre 1987 e 1994.
  • Que o repasse ao Estado do Fundo de Participação dos Estados, corresponde a pouco mais de 7% do que é arrecadado aqui nos tributos que lhe dão origem. 
  • Que as transferências federais para o RS reduziram sua participação na receita do Estado, de 15% para 10% entre 2002 e 2011, o que corresponde em termos de hoje em torno de R$ 1,5 bilhão a menos. 
  • Que a inflação escondeu por muito tempo o nosso déficit, pois, aumentava a arrecadação financeira e diminuía o valor real da despesa.
  • Que quando Fernando Henrique Cardoso estabilizou a moeda (inflação) o Estado gaúcho teve que vender patrimônio e lançar mão do caixa único.
  • Que atualmente nosso Estado caminha a passos largos para o esgotamento das fontes de recursos, com total indisciplina fiscal. 
  • Que os principais fatores de pressão do déficit são: a queda da arrecadação com o aumento sem precedente na despesa com pessoal, (mesmo que justa em muitos casos, mas desconectada da realidade financeira). 
  • Que temos a maior despesa previdenciária do País – são 450 aposentados para 26 na ativa.
  • O mais grave é que alguns políticos tentam iludir o cidadão menos provido de conhecimento, passando a ideia que o Estado pode tudo e que o déficit persistente não implica na falta de serviços básicos.
  • Não é de se admirar que o RS podendo ser a Alemanha, virá a ser a Grécia do Brasil! 


quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

BRASIL OCUPA 69º POSIÇÃO EM RANKING DE CORRUPÇÃO




A organização não governamental (ONG) Transparência Internacional (Tranparency Internacional) divulgou esta quarta-feira (5) o estudo Percepções da Corrupção Index 2012, no qual analisa a situação em 176 países. O Brasil aparece em 69ª posição no ranking. Na América Latina, o país fica atrás do Chile e do Uruguai, que estão na 20ª posição. Compartilham o topo da lista, com menos casos de corrupção, a Dinamarca, a Suécia e a Nova Zelândia.

As piores posições no ranking da ONG são ocupadas pelo Afeganistão, pela Coreia do Norte e pela Somália. Nas Américas e no Caribe, as posições mais negativas são as do Haiti, em 165º lugar, e do Paraguai, em 150º.

Em nota, a Transparência Internacional diz que os níveis de corrupção no mundo ainda são elevados, assim como casos de “abuso de poder e relações sigilosas”. Para a organização, é necessário intensificar as ações em busca da transparência de dados e informações referentes aos órgãos públicos e sua atuação.

A presidenta da Transparency Internacional, Huguette Labelle, defendeu a integração de ações governamentais em busca do combate à corrupção além da concessão de mais espaço para a sociedade participar dos debates. Segundo ela, é fundamental estabelecer regras para o lobby e o financiamento para campanhas políticas, além da definição de normas transparentes para a contratação de serviços públicos.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

BRASIL CRESCE MENOS DIZ RELATÓRIO FOCUS


A previsão de crescimento da economia brasileira em 2012 recuou de 1,50% para 1,27% na primeira pesquisa Focus do Banco Central após a divulgação do resultado do Produto Interno Bruto (PIB) do terceiro trimestre de 2012, na última sexta-feira (30/11). Para 2013, a estimativa passou de 3,94% para 3,70%. Nos dois casos, é a terceira queda seguida. Há quatro semanas, as projeções eram, respectivamente, de 1,54% e 4,00%.
Como a coleta de dados se encerra na sexta-feira (30/11), a Focus reflete em parte as revisões de analistas com base no dado fraco do crescimento econômico. É possível que nem todos os economistas consultados tenham atualizado suas projeções.

DESEMPENHO DA INDÚSTRI CONTINUA NEGATIVO
A projeção para o desempenho do setor industrial em 2012 continua negativa, passando de -2,30% para -2,38%. Para 2013, economistas preveem avanço industrial de 3,82%, abaixo da projeção de 4,20% da pesquisa anterior. Um mês antes, a Focus apontava estimativa de retração de 2,31% neste ano e de expansão de 4,15% no próximo ano.
Analistas reduziram ainda a previsão para o indicador que mede a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB em 2012, de 35,20% para 35,15%. Para 2013, a projeção segue em 34%. Há quatro semanas, as projeções estavam em, respectivamente, 35,20% e 34% do PIB para cada um dos dois anos.
SELIC
A taxa básica de juros (Selic) deve ficar no patamar atual de 7,25% ao ano até, pelo menos, o fim de 2013, apostam os economistas ouvidos pelo BC. A projeção para o fim de 2013 foi mantida pela terceira semana seguida. Há quatro semanas, estava em 7,34% ao ano. Houve manutenção das expectativas para o juro médio neste ano em 8,47%. Para 2013, a previsão de Selic média segue em 7,25%. Quatro pesquisas antes, analistas esperavam juro médio de 8,47% em 2012 e de 7,34% no ano que vem.
Nas estimativas do grupo dos analistas consultados que mais acertam as projeções, o chamado Top 5 da pesquisa Focus, a previsão para a Selic no cenário de médio prazo se manteve em 7,25% no fim de 2012 e no fim de 2013.
CÂMBIO
Para a taxa de câmbio as projeções para o final de 2012 e de 2013 tiveram forte elevação nas estimativas. Para o fim deste ano, a mediana das projeções passou de R$ 2,03 para R$ 2,07. Para o fim de 2013, de R$ 2,02 para R$ 2,06.
O mercado financeiro ajustou a previsão de taxa média de câmbio de R$ 1,95 para R$ 1,96 em 2012. Para 2013, a projeção subiu de R$ 2,03 para R$ 2,06. Há um mês, a pesquisa apontava que a expectativa de dólar médio estava em R$ 1,95 em 2012 e em R$ 2,02 no próximo ano.
A mediana das projeções para o câmbio dos analistas do Top 5 médio prazo subiu de R$ 2,07 para R$ 2,11 para o fim de 2012. Para o fechamento de 2013, passou de R$ 2,08 para R$ 2,12.
IGP-DI
As projeções para os IGPs em 2012 caíram novamente. A aposta para o Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI) em 2012 caiu pela sétima semana, de 7,66% para 7,64%. Para o Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M), que corrige a maioria dos contratos de aluguel, a expectativa passou de 7,55% para 7,46%, oitava queda seguida. Quatro semanas atrás, o mercado previa altas de 8,34% para o IGP-DI e de 7,92% para o IGP-M.
Para 2013, a estimativa para o IGP-DI ficou em 5,17%. Para o IGP-M, a expectativa caiu de 5,12% para 5,11%. Há quatro semanas, as projeções para o IGP-DI estava em 5,17%. Para o IGP-M, em 5,16%.
A pesquisa divulgada nesta segunda-feira mostrou que a previsão para o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) em 2012 ficou em 4,76%. Há um mês, a expectativa dos analistas era de alta de 4,62% para o índice que mede a inflação ao consumidor em São Paulo. Para 2013, a mediana das estimativas para o IPC da Fipe segue em 4,90%. Há quatro semanas, estava em 4,85%.
Economistas mantiveram a estimativa para o aumento do conjunto dos preços administrados - as tarifas públicas - para 2012 em 3,50%. Para 2013, a projeção subiu de 3,30% para 3,40%. Há quatro semanas, as projeções eram de, respectivamente, 3,50% e 3,00%.
CONTA CORRENTE
A previsão de déficit em transações correntes neste e no próximo ano foi mantida. Segundo a Focus, a mediana das expectativas de saldo negativo na conta corrente em 2012 segue em US$ 54,00 bilhões. Há um mês, estava em US$ 55,73 bilhões. Para 2013, a previsão de déficit nas contas externas foi mantida em US$ 65,00 bilhões. Há um mês, estava em US$ 65,90 bilhões.
Na mesma pesquisa, economistas elevaram a estimativa de superávit comercial em 2012 de US$ 19,60 bilhões para US$ 20,00 bilhões. Quatro semanas antes estava em US$ 18,20 bilhões. Para 2013, a projeção continua em US$ 15,52 bilhões. Há quatro semanas, estava em US$ 15,00 bilhões.
As estimativas para o ingresso de Investimento Estrangeiro Direto (IED), aquele voltado ao setor produtivo, foi mantida em US$ 60,00 bilhões em 2012. Para 2013, subiu de US$ 59,00 bilhões para US$ 59,50 bilhões. Há um mês, analistas esperavam entrada de US$ 60,00 bilhões em 2012 e em 2013.