terça-feira, 27 de novembro de 2012
segunda-feira, 26 de novembro de 2012
SANGRIA PETISTA
Seria exagero dizer que corrupção é
exclusividade do PT. Infelizmente, ela se manifesta, em diferentes proporções,
em qualquer governo. Mas o que realmente chama atenção e assombra é como, nas
gestões petistas, as falcatruas acontecem perto, muito perto, dos mais
estrelados gabinetes, inclusive o presidencial.
Aconteceu de novo na sexta-feira,
quando a Polícia Federal prendeu seis pessoas e indiciou mais 12, acusadas de
fraudar pareceres em pelo menos sete órgãos federais. Entre os indiciados está
a chefe de gabinete do escritório da Presidência da República em São Paulo,
Rosemary Novoa de Noronha, e o segundo na hierarquia da Advocacia-Geral da
União, José Weber Holanda Alves. Entre os presos, estão dois diretores de agências
reguladoras.
Rosemary é a peça mais vistosa de
mais esta rede de corrupção instalada no coração do poder petista. Ocupa o
cargo desde 2003, nomeada por Lula, a quem também sempre acompanhava em viagens
presidenciais e para quem marcava frenéticas reuniões com empresários. Antes
disso, durante 12 anos esteve ao lado de José Dirceu. Agora, ela vai responder
por corrupção ativa - quem sabe, com o desenrolar das investigações, não venha
a fazer companhia a Dirceu na cadeia?
Quando os policiais chegaram ao apartamento
de Rosemary, na região central de São Paulo, às 6h de sexta-feira, a primeira
providência dela foi ligar para Dirceu e pedir-lhe socorro, conforme revelou a Folha de S.Paulo ontem. O PT está em pânico
com o que a mulher que mantém estreitas ligações com a alta cúpula do partido
dos mensaleiros pode vir a revelar. É preciso ouvi-la.
Hoje O Globo mostra ligações entre o esquema
revelado na sexta-feira e o mensalão. Um dos envolvidos, Paulo Rodrigues
Vieira, diretor da Agência Nacional de Águas (ANA), preso na sexta-feira e
apontado pela PF como o chefe da quadrilha, mantinha intensa troca de
telefonemas com o deputado Valdemar Costa Neto, recém-condenado pelo STF por
corrupção passiva, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha. Foram pelo
menos 1.179 ligações.
Paulo Vieira chegou ao cargo depois
de uma manobra espúria no Senado. Seu nome foi rejeitado pelos senadores em
duas votações, mas, numa iniciativa inédita, foi novamente levado à apreciação
do plenário, com as bênçãos de Lula. Em abril de 2010, Vieira finalmente
recebeu aval para instalar-se na ANA e tocar de lá sua rede de negócios
escusos.
Mas a agência das águas não é o único
órgão regulador envolvido nas maracutaias: Rubens Vieira, irmão de Paulo e
diretor da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), também foi preso pela PF,
sob acusação de também criar dificuldades para vender facilidades. Registre-se
que lá, em novembro de 2010, Rosemary conseguiu emplacar sua filha, Mirelle,
como assessora da diretoria de Infraestrutura, conforme O Globo.
Reconheça-se que Dilma Rousseff agiu
certo ao exonerar e afastar, já no sábado, os envolvidos na rede de escândalos.
Mas não deixa de ser reprovável que, antes de decidir o que fazer com Rosemary,
a presidente tenha primeiro "consultado" Lula, que teria
"resistido" à ideia da demissão, informou a Veja Online.
"Não se explicou, claro, por que
então a presidente manteve Rosemary no cargo por dois anos e permitiu que os
cúmplices dela dirigissem e dilapidassem as agências reguladoras. Nada se
falou, também, sobre Dilma ter transformado o gabinete paulistano no bunker de
onde avaliou as eleições municipais na companhia de Lula e de cardeais do
PT", comenta Melchiades Filho hoje na Folha.
O que parece claro é que, atuando
muito próximo das quatro paredes presidenciais de onde de urdiu o mensalão,
gente como Rosemary, os irmãos Vieira e o segundo homem na hierarquia da AGU -
que há apenas 11 dias tinha sido nomeado por Dilma para um órgão que irá
movimentar bilhões de reais do fundo de previdência complementar dos servidores
públicos, como mostra hoje o Correio Braziliense - tenham se sentido à
vontade para também se locupletar.
Eles são apenas os mais novos nomes de uma lista
que tem Erenice Guerra, Valdomiro Diniz e muitos outros. São o novo episódio de
uma série que no ano passado levou sete ministros a serem defenestrados sob
suspeita de corrupção. São mais um capítulo do assalto que o PT perpetra ao
Estado. Quando o mau exemplo vem de cima, a sujeira se espalha para todo lado.
Fonte: Instituto Teotônio Vilela
sexta-feira, 23 de novembro de 2012
INTERVENÇÃO DESTRAMBELHADA
Há tempos o valor de mercado da Eletrobrás não chega nem perto do seu valor contábil. Isto indica a desconfiança dos investidores na qualidade da gestão e no futuro da companhia. Ineficientes, pessimamente administradas e muito politizadas, suas empresas controladas também são um manancial de prejuízos. Uma realidade sombria.
Em vista disso, o governo petista vinha dizendo que reorganizaria e sanearia a Eletrobrás, investiria em novos negócios e estudava até internacionalizar a atuação da companhia, com a compra, por exemplo, de parte da EDP portuguesa, além da expansão para Argentina, Colômbia, EUA e Peru. Foi feito até um retumbante "relançamento" da empresa, num dos últimos atos da campanha oficiosa da hoje presidente da República, ainda ministra do governo Lula.
Entretanto o plano de erguer a Eletrobrás evaporou desde que o governo Dilma Rousseff anunciou sua decisão de baixar, as tarifas de energia elétrica praticadas no país. A estatal tornou-se, então, o mais novo instrumento de política anti-inflacionária da gestão petista, indo juntar-se à Petrobras no poço das amarguras.
Quando, há pouco mais de dois meses, o governo Dilma editou a medida provisória n° 579, lançou todas as empresas do setor elétrico brasileiro no abismo. Pela sua expressiva participação de mercado - responde por 67% da geração - a Eletrobrás é a companhia que mais sofreu até agora, secundada pela Cemig e pela Cesp.
No início do ano, a Eletrobrás valia R$ 26 bilhões; já neste mês está cotada em R$ 11,3 bilhões. Apenas nos dois últimos pregões da Bovespa, 28,96% do seu valor de mercado virou fumaça, depois que seu conselho de administração recomendou a adesão da companhia às novas regras de concessão. Seus gestores disseram amém a Brasília e os acionistas minoritários disseram até logo.
As ações ordinárias (com direito a voto) da Eletrobrás valem hoje menos do que valiam oito anos atrás. Nesta situação, não há dúvida de que a empresa não terá como sobreviver e terá que ser socorrida pelo Tesouro. Ou seja, sob a alegação de que persegue tarifas mais baixas, o governo imporá o custo a todos os contribuintes.
"Falta explicar por que essa empresa [a Eletrobrás] assumiu o controle de seis distribuidoras de energia elétrica estaduais deficitárias e por que está negociando o controle de mais duas delas (Celg e CEA). Belo exemplo de enxugamento e de racionalidade da gestão!". "O resultado final pode ser exatamente o oposto do desejado: menor investimento decorrente do maior risco de perdas regulatórias, provocando aumento no custo da energia ou até mesmo restrições de oferta", avalia Elena Landau em artigo na edição de hoje do Valor Econômico.
As agruras por que passa a Eletrobrás - como, de resto, todo o setor elétrico nacional, que já perdeu mais de R$ 30 bilhões de valor de mercado em 60 dias - não diferem do que acontece há anos na Petrobras. A petrolífera é hoje o principal arrimo do governo federal para segurar a inflação, que, mesmo assim, sistematicamente mantém-se acima das metas. Vergada, tem se mostrado incapaz de dar conta do abastecimento de combustíveis no país, além de também penar nas bolsas de valores.
As consequências da danosa política são visíveis: a produção de petróleo no Brasil vem recuando, a Petrobras produz no menor nível dos últimos cinco anos na Bacia de Campos - como mostrou O Estado de S.Paulo- e sua capacidade de investimento mostra-se seriamente comprometida, com o que até a exploração das reservas do pré-sal encontra-se afetada.
A Folha de S.Paulo informa hoje que a estatal clama por reajustes de pelo menos 12% nos preços dos combustíveis que vende ao longo de 2013, sob o risco de ter de brecar seu programa de obras, sem o qual o país corre sério risco de desabastecimento. De janeiro a setembro deste ano, a diferença entre os valores que a Petrobras pagou pelos combustíveis no exterior e os de venda interna foi de R$ 14,6 bilhões, segundo o Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE).
Eletrobrás e Petrobras são lados da mesma moeda: a da intervenção destrambelhada da gestão petista na economia. Trata-se de um governo que não faz, não deixa quem quer fazer (os investidores) fazer e ainda atrapalha os que estão fazendo. A presidente Dilma age no limite da irresponsabilidade, desfigurando setores da economia que até pouco tempo atrás exibiam vigor e ajudavam na decolagem do país.
Ao invés de enxergar o óbvio, o governo do PT responde às críticas desqualificando os interlocutores, tentando impor-lhes a pecha de estar contra a redução das tarifas de energia e de preços menores para os combustíveis. Não admite que suas barbeiragens já estão produzindo efeitos danosos para o futuro do país e implodindo as condições para o desenvolvimento do Brasil. É um ambiente de trevas.
Fonte: Instituto Teotônio Vilela
quinta-feira, 22 de novembro de 2012
ORÇAMENTO ESTADUAL 2013
No
orçamento de 2010, os investimentos da Secretaria da Saúde - dos R$
178,2 milhões inicialmente previstos, foram executados R$ 112,4
milhões, cerca de 63%.
Em
2011, dos R$ 147,0 milhões orçado foram executados R$ 58,1 milhões
ou seja 40%. (R$54 milhões menos que 2010)
No
orçamento de 2012, dos R$ 171,9 milhões para investimentos
programados, foram empenhados até 30 de outubro R$ 84,8 milhões
(49,5%). Praticamente falta 1 mês para o fim do ano.
Em
relação as Aplicações e Serviços em Saúde, conforme dispõe a
Constituição Federal:
#
desde 2001, nunca foi cumprido o percentual de 12% de aplicações em
serviços de saúde.
#
somente a partir de 2007, com a inclusão da CORSAN é que se atingiu
esse índice. Todavia, o Governo somente cumpriu esse percentual
incorporando inclusive os gastos com a folha de inativos da Secretara
da Saúde e com a contribuição patronal ao IPE-Saúde de todos os
demais servidores públicos, excetuados os da educação.
O incremento de R$ 101 milhões de 2011 em relação ao ano de 2010, representou uma variação positiva de apenas 0,15 ponto percentual. Mantido esse patamar de incremento serão necessários 27 anos para o atingimento do índice de 12% da RLIT, segundo é afirmado pelo Ministério Público de Contas do Estado do Rio Grande do Sul.
Nas Conclusões e Voto do ilustre Conselheiro Relator do TCE, IRADIR PIETROSKI, sobre as contas governamentais do exercício de 2011, é enfatizado a necessidade do Governo “providenciar a efetiva aplicação de ações e serviços públicos em saúde, nos termos preconizados pela Lei Federal nº 141/2012”. (p.498).
Ora para o ano de 2013, o Orçamento da Saúde que tramita nesta Casa Legislativa afronta explicitamente o que está disposto no Lei Complementar Federal nº 141/2012, em seu artigo 4º, incisos I, e III.
O que afinal está disposto na Lei Federal? Ela dispõe expressamente que não constituirão despesas com ações e serviços públicos de saúde aquelas decorrentes: i) do pagamento de aposentadorias e pensões, inclusive dos servidores da saúde e iii) assistência à saúde que não atenda ao princípio de acesso universal.
Ora dos R$ 2,254 bilhões previstos para serem aplicados em ações e serviços de saúde para o Orçamento de 2013, pelo menos R$ 165 milhões constituem-se em despesa com inativos e outros R$ 402 milhões de transferência ao Fundo de Assistência Médica do Estado, o IPE-Saúde, que atende exclusivamente aos servidores, não atendo ao princípio de acesso universal.
A Emenda 795, proposta pelo Relator ao Projeto de Lei Orçamentária, não resolve o problema do não cumprimento da Lei Complementar Federal 141/2012. Não resolve por dois motivos:
O incremento de R$ 101 milhões de 2011 em relação ao ano de 2010, representou uma variação positiva de apenas 0,15 ponto percentual. Mantido esse patamar de incremento serão necessários 27 anos para o atingimento do índice de 12% da RLIT, segundo é afirmado pelo Ministério Público de Contas do Estado do Rio Grande do Sul.
Nas Conclusões e Voto do ilustre Conselheiro Relator do TCE, IRADIR PIETROSKI, sobre as contas governamentais do exercício de 2011, é enfatizado a necessidade do Governo “providenciar a efetiva aplicação de ações e serviços públicos em saúde, nos termos preconizados pela Lei Federal nº 141/2012”. (p.498).
Ora para o ano de 2013, o Orçamento da Saúde que tramita nesta Casa Legislativa afronta explicitamente o que está disposto no Lei Complementar Federal nº 141/2012, em seu artigo 4º, incisos I, e III.
O que afinal está disposto na Lei Federal? Ela dispõe expressamente que não constituirão despesas com ações e serviços públicos de saúde aquelas decorrentes: i) do pagamento de aposentadorias e pensões, inclusive dos servidores da saúde e iii) assistência à saúde que não atenda ao princípio de acesso universal.
Ora dos R$ 2,254 bilhões previstos para serem aplicados em ações e serviços de saúde para o Orçamento de 2013, pelo menos R$ 165 milhões constituem-se em despesa com inativos e outros R$ 402 milhões de transferência ao Fundo de Assistência Médica do Estado, o IPE-Saúde, que atende exclusivamente aos servidores, não atendo ao princípio de acesso universal.
A Emenda 795, proposta pelo Relator ao Projeto de Lei Orçamentária, não resolve o problema do não cumprimento da Lei Complementar Federal 141/2012. Não resolve por dois motivos:
a)
age tão somente sobre o pagamento dos inativos e da contribuição
patronal ao Fundo de Assistência a Saúde- FAS/IPE dos servidores da
Secretaria da Saúde (R$ 176,6 milhões);
b)
deixa de fora o montante de R$ 391,0 milhões da contribuição
patronal ao FAS/IPE de todos os demais servidores do Estado.
A além disso, a solução dada pela Emenda 795 levanta a falsa questão de a responsabilidade sobre a situação da saúde deve ser dividida entre todos os poderes. Isso não é verdade. A gestão da saúde é de responsabilidade do Poder Executivo, a elaboração do seu orçamento é competência privativa do Governador. O encaminhamento da proposta orçamentária em conformidade com a lei é dever do Poder Executivo.
Deste modo, Senhores Deputados, a Comissão de Finanças, Planejamento, Fiscalização e Controle deve se manifestar imediatamente sobre a legalidade do Orçamento que tramita nesta Casa, talvez para isso tenhamos que nos assessorar da nossa Procuradoria e do próprio Tribunal de Contas do Estado.
A além disso, a solução dada pela Emenda 795 levanta a falsa questão de a responsabilidade sobre a situação da saúde deve ser dividida entre todos os poderes. Isso não é verdade. A gestão da saúde é de responsabilidade do Poder Executivo, a elaboração do seu orçamento é competência privativa do Governador. O encaminhamento da proposta orçamentária em conformidade com a lei é dever do Poder Executivo.
Deste modo, Senhores Deputados, a Comissão de Finanças, Planejamento, Fiscalização e Controle deve se manifestar imediatamente sobre a legalidade do Orçamento que tramita nesta Casa, talvez para isso tenhamos que nos assessorar da nossa Procuradoria e do próprio Tribunal de Contas do Estado.
quarta-feira, 21 de novembro de 2012
PRODUTORES DE FUMO PODEM COMEMORAR
Na noite da última sexta-feira, 16, a missão gaúcha teve grande
vitória em Seul, na Coréia do Sul, durante a COP 5. A preocupação
era basicamente o que estava redigido nos Artigos 17 e 18, que
apontavam a redução da área a ser plantada, a restrição ao
crédito, restrições à assistência técnica e o desmantelamento
das entidades que defendem o setor do fumo. Se aprovados
prejudicariam drasticamente os produtores de tabaco do Rio Grande do
Sul.
Depois de muitas reuniões, com apenas três votos contrários, foi
aprovado o substitutivo, elaborado pela comitiva brasileira,
eliminando os Artigos 17 e 18. Foram parceiros importantes o
diplomata do Itamarati Fabrício Prado, o delegado Sávio Pereira
representando o Ministério da Agricultura e o Ministro chefe da
delegação Brasileira, Sérgio Lebedeff. Com isso, os produtores
podem continuar trabalhando, pelo menos até a COP 6 que ocorrerá em
2014 ou 2015 na Europa. Apesar da vitória a comitiva vai continuar
atenta, pois há grande pressão internacional.
“Temos a convicção de que a vitória se deu em função das
audiências realizadas principalmente com os ministros Pepe Vargas,
Mendes Ribeiro Filho e Michel Temer” salienta o Deputado Pedro
Pereira que integrou a comitiva. Os deputados também conversaram com
entidades e indústrias sobre o reajuste do tabaco para a próxima
safra. Pedro Pereira apesar da euforia lamenta a ausência de
representantes do governo do Rio Grande do Sul.
A IMPORTÂNCIA DO SETOR NO MERCADO DE TRABALHO
A região Sul é responsável por 96% da produção nacional.
Atualmente o setor gera 2,5 milhões de empregos, sendo 1,05 milhão
na lavoura, 30 mil empregos na indústria e 1,44 milhões de empregos
diversos. Em 2011 haviam 186.810 famílias envolvidas na produção
somente na região sul, envolvendo 704 municípios.
EVOLUÇÃO E PRODUTIVIDADE
O sistema integrado aliado aos avanço tecnológicos, são fatores
que contribuíram para a expansão do setor. Entre 1980 a 2011, a
área plantada for família cresceu 11%. Já a produção por família
teve um incremento de 24%, reflexo da produtividade que aumentou 12%.
RANKING DA PRODUÇÃO
De acordo com o SINDITABACO, em 2011 o Brasil foi o 2º maior
produtor mundial sendo o Rio Grande do Sul o Estado responsável por
53% da produção Brasileira., Santa Catarina 28% e Paraná 19%.
CIGARROS E OS IMPOSTOS NO BRASIL EM 2010
Em 2010 foram consumidos 4.848.353.000 maços de cigarros no país
Distribuição
|
R$
|
%
|
Tributos/Governo
|
9.361.214.730,00
|
78,74
|
Margem da Indústria
|
846.503.300,00
|
7,12
|
Margem do Varejo
|
1.004.616.170,00
|
8,45
|
Margem do Fumicultor
|
676.614.600,00
|
5.69
|
TOTAL
|
11.888.948.800,00
|
100
|
BRASIL 2º MAIOR EXPORTADOR MUNDIAL
De acordo com os dados apurados pelo SINDITABACO, o Brasil é o
segundo maior produtor mundial de tabaco e líder em exportações
desde 1993, graças à qualidade e integridade do produto.
Em 2011, o tabaco representou 1,15% do total das exportações
brasileiras, com US$ 2,89 bilhões embarcados.
Da produção de 710 mil toneladas registrada na safra 2011/2012, 85%
foi destinada ao mercado externo. O principal mercado brasileiro
neste período foi a União Europeia com 40% do total dos embarques
de 2011, seguida pelo Extremo Oriente (28%), América do Norte (10%),
Leste Europeu (10%), África/Oriente Médio (7%) e América Latina
(5%).
Para o Sul do país, a cultura é uma das atividades agroindustriais
mais significativas. No Rio Grande do Sul, a participação do tabaco
representou 9,8% no total das exportações; em Santa Catarina, 9,9%
terça-feira, 20 de novembro de 2012
O emPACado do PT
Sobre o
balanço do PAC apresentado ontem pelo governo federal o governo
sustenta que 40% do Programa de Aceleração do Crescimento já foi
executado, equivalendo a R$ 386 bilhões investidos em obras. Dentro
desta ótica, 84% dos empreendimentos caminham adequadamente.
Na conta
oficial, estão lançados investimentos privados, gastos de estatais
e, principalmente, financiamentos habitacionais, que funcionam como o
fermento do bolo.
Um terço do
valor total aplicado (R$ 129,7 bilhões) equivale a dinheiro que os
brasileiros tomaram emprestado em banco para comprar uma moradia: não
importa se nova, usada ou reformada, entra tudo como "investimento"
na planilha do governo. Importa menos ainda se os valores terão que
ser pagos de volta aos financiadores...
Entram
também as constantes postergações de prazo das obras. Tem
empreendimento que era para estar pronto há dois anos, como as
refinarias da Petrobras no Rio e em Pernambuco, mas continua com
evolução "adequada" na visão do governo.
O PAC foi
lançado em janeiro de 2007 e está, portanto, prestes a completar
seis anos de existência. Em todos estes anos, o percentual
efetivamente pago no próprio exercício mal ultrapassou 31% da
dotação prevista no respectivo Orçamento Geral da União (OGU).
Levantamento
feito pela Assessoria de Orçamento da Liderança do PSDB na Câmara
mostra, por exemplo, que, dos R$ 16,6 bilhões destinados ao PAC no
OGU de 2007, 30% ainda carecem de pagamento quase seis anos depois.
De uma
dotação de R$ 181 bilhões acumulada desde 2007, 61% (equivalentes
a R$ 110 bilhões) foram efetivamente pagos até o último dia 31 de
outubro. Isto significa que, considerados os últimos seis orçamentos
da União, valor equivalente à dotação de aproximadamente dois
anos (R$ 71 bilhões) continua esterilizado, guardado nos cofres do
Tesouro.
Para 2012, a
previsão era investir R$ 44,2 bilhões, mas até o início deste mês
somente 19% haviam sido efetivamente aplicados. Do que já foi pago
neste ano, 68% são restos a pagar provenientes de orçamentos
anteriores, volume inédito. Segundo o Valor
Econômico, de 651 ações previstas no PAC, 310 não tiveram
nada executado neste ano.
A execução
orçamentária no segundo ano da gestão Dilma consegue ser pior que
a do primeiro, destaca a Folha.
Órgão cruciais para "destravar o crescimento" - o
objetivo original do PAC - têm desempenho medonho. No Dnit, só R$ 2
bilhões de um total de R$ 12,7 bilhões foram pagos até agora; na
Valec, apenas R$ 332 milhões de um montante de R$ 2,2 bilhões; no
Ministério das Cidades, R$ 2,9 bilhões de uma dotação de R$ 15,8
bilhões.
Fonte:
Instituto Teotônio Vilela
segunda-feira, 19 de novembro de 2012
É OPORTUNO.
Escrevi o artigo abaixo faz uns 8 anos, foi públicado no Jornal - A Visão.
O Fumo
Mata...
...ignorância,
corrupção, homicídio, falta de perspectiva, trânsito e o tráfico também. O
Brasil está repleto de fatores que aumentam as estatísticas de mortes não
naturais.
Em qualquer cidade
brasileira que se vá hoje, encontramos uma série de vendedores ambulantes,
vendendo bugigangas chinesas. O mercado informal hoje é a forma que muitas
famílias encontram de subsistir. Este tipo de mercado não gera nenhum tipo de
garantia formal ao trabalhador e muito menos gera renda ao Estado. Além disso, o
mercado informal concorre com os comerciantes e indústrias nacionais que pagam
impostos.
Entretanto, o que se
tem feito para reverter esta situação? Usar a força impedindo com que tais
ambulantes ganhem seu sustento não adianta! Poderíamos estar criando uma massa
ociosa que irá encontrar no mundo do crime uma alternativa. Na verdade a solução
está numa proposta consistente de geração de emprego formal, onde o trabalhador
terá seus direitos garantidos por lei e com condições mínimas de
trabalho.
A falta habilidade
política para resolver problemas sociais no Brasil é notório. Como no caso da
famigerada Convenção-Quadro que os Camaqüenses tiveram a oportunidade de
acompanhar.
Em relação a esta
Convenção a questão não reside propriamente na saúde muito menos nos supostos
interesses obscuros das grandes multinacionais ou das grandes potências. O fato
é que existe em torno de 236 mil famílias de pequenos agricultores envolvido
neste processo.
A indústria de fumo
hoje gera cerca de 2.4 milhões de emprego. O que fazer com eles? Esqueçam
AFUBRA, Organização Mundial da Saúde e os EUA, o assunto ora em voga é renda,
trabalho, sustento.
O sul hoje representa
96% da produção nacional (850 mil toneladas), com destaque para o Rio Grande do
Sul 50% e Santa Catarina 34%. Ou seja, o problema é nosso, sim! Fumante ou
não!
Todo fumante que tem o
mínimo de consciência gostaria de parar de fumar, assim como qualquer plantador
de fumo aceitaria mudar de cultura se caso houvesse uma alternativa melhor.
Afinal de contas quem quer perder saúde ou renda?
Mas como confiar em
alternativas se nem mesmo os cultivos tradicionais no Brasil conseguem arcar com
seus custos? Enquanto os países ricos esbanjam subsídios aos seus
agricultores.
Então façamos um trato,
os países desenvolvidos deixam de subsidiar suas produções agrícolas e nós
aderimos à ratificação. Afinal de contas subsídios nos países ricos favorecem a
miséria dos países pobres, e a pobreza ajuda a desenvolver doenças endêmicas...
Questão de saúde também!
Vivemos a era das
crises das instituições, mesmo contrariado pela ONU os EUA invadiram o Iraque,
mesmo com o incentivo da Organização Mundial do Comércio (OMC) para a assinatura
do Tratado de Quioto (diminuição de poluentes na atmosfera) os EUA não
aderiram.
Parece que o
brasileiro descobriu uma maneira nova de fazer política econômica e o lema é:
Não produza! Para ajudar o governo eleva a taxa de juros, adota uma carga
tributária ostensiva, aumenta o superávit primário, diz não ao cultivo de fumo
sem dar alternativa concreta e até mesmo o referendo. O Rio Grande do Sul que se
benza.
Se tal ratificação
vier à tona teremos o desemprego rondando cerca de 2,4 milhões trabalhadores,
além disso, o êxodo rural poderá trazer para as cidades quem sabe futuros
vendedores, ambulantes nas praças das cidades gaúchas com suas bugigangas
escrito Made in China. Bom, melhor do que futuros marginais.
BOA NOTÍCIA PARA CAMAQUÃ
Missão Gaúcha na Coréia.
Na noite da última
sexta-feira, 16, a missão gaúcha teve grande vitória em Seul, na
Coréia do Sul, durante a COP 5. A preocupação era basicamente o
que estava redigido nos Artigos 17 e 18, que apontavam a redução da
área a ser plantada, a restrição ao crédito, restrições à
assistência técnica e o desmantelamento das entidades que defendem
o setor do fumo. Se aprovados prejudicariam drasticamente os
produtores de tabaco do Rio Grande do Sul.
Depois de muitas reuniões a comitiva gaúcha conseguiu com apenas
três votos contrários a aprovação do substitutivo eliminando os
Artigos 17 e 18. Foram parceiros importantes o diplomata do Itamarati
Fabrício Prado, o delegado Sávio Pereira representando o Ministério
da Agricultura e o Ministro chefe da delegação Brasileira, Sérgio
Lebedeff. Com isso, os produtores podem continuar trabalhando, pelo
menos até a COP 6 que ocorrerá em 2014 ou 2015 na Europa. Apesar da
vitória a comitiva vai continuar atenta, pois há grande pressão
internacional.
“Temos a convicção
de que a vitória se deu em função das audiências realizadas
principalmente com os ministros Pepe Vargas, Mendes Ribeiro Filho e
Michel Temer” salienta o Deputado Pedro Pereira. Os deputados
também conversaram com entidades e indústrias sobre o reajuste do
tabaco para a próxima safra. Pedro Pereira apesar da euforia lamenta
a ausência de representantes do governo do Rio Grande do Sul.
sexta-feira, 16 de novembro de 2012
E AGORA?
Lembro
que por muito tempo, uma das demandas
mais antigas da nossa região era o acesso municipal - Camaquã/Arambaré. Muito
se falava sobre esta rodovia, alguns diziam que nunca seria feita, outros
lembravam governos passados que haviam começado e logo desistido. Entretanto,
no governo Yeda, quando assumi o cargo de diretor de planejamento e tinha sob
minha responsabilidade a administração dos Programas Estruturantes, empenhei-me
ao máximo para incluir esta rodovia no quadro de obras. Com o apoio do então
Secretário de Infraestrutura, Daniel Andrade e com o aval da senhora
governadora, consegui incluir a obra no plano de investimentos do Estado
através do Programa Estruturante Duplica RS - Projeto Acessos Municipais.
Lembro que muitos continuaram
duvidando. Afirmavam que o governo iria apenas colocar estacas na estrada, e
que isso já havia sido feito e que nunca deu em nada. Lembro também de ter
convidado a governadora para ir a Camaquã lançar a obra. Ela foi, e durante o
ato, um grupo de professores deixaram
suas escolas, e acompanhadas de alunos, muito deles crianças, se colocaram
diante da governadora para protestar, não contra a obra, mas por motivos,
imagino eu, relativo à educação. Entre vaias e protestos a governadora fez seu
discurso e seguiu para Arambaré, onde foi recebida calorosamente pelo prefeito
e a população local.
Muito provavelmente ainda neste
verão, a obra ficará pronta, e possivelmente virão ao nosso município,
representantes do governo Estadual para a inauguração da obra. Então é oportuno
passar algumas informações:
O déficit deste ano chegará a pelo
menos R$ 1,3 bilhão. O governo atual não soube manter o Déficit Zero e agora
convive com o Déficit do Bilhão, o que impede os pagamentos regulares ao
funcionalismo e aos fornecedores. Os saques no caixa único, deverão somar até o
final do ano R$1,5 bilhão. Lembrem que os recursos do caixa único são formados
pelas receitas das estatais, logo, ao invés do governo investir em
infraestrutura das empresas, acaba utilizando para a folha do funcionalismo.
E não apenas fornecedores passaram a
queixar-se de atrasos nos pagamentos. As 2.572 escolas que passaram a contar
com autonomia financeira a partir do governo Yeda Crusius, não receberam os R$
5,8 milhões a que tinham direito no dia 31 de outubro. De acordo com a
Secretária adjunta da Educação, Maria Eulália, o atraso é uma questão de fluxo
de caixa. Não há crise. Bem, será que o governo terá problema de fluxo de caixa
para pagar o 13º do funcionalismo? Neste ano parece que não, mas quem aposta
que ano que vem pagará sem utilizar os recursos das estatais (caixa único)?
Em relação ao piso do magistério o
fato é ainda pior, pois o próprio Governador Tarso enquanto ministro da justiça
sancionou a Lei e agora além de não pagar, questiona o índice de correção na
justiça, mesmo tendo prometido pagar durante a campanha. Aliás a proposta do
governo chega em R$ 1.260,00 em novembro de 2014, quando o piso desde
janeiro/2012 era de R$ 1.451,00. Portanto, ficará longe do cumprimento do piso.
Assim considerando, se os professores entrarem na justiça poderá formar um
passivo de R$ 9 bilhões em 2014, indo tudo para precatórios, onde o Estado já
deve R$ 9 bilhões. Serão R$18 bilhões, o dobro.
Tarso concede reajuste aos
professores com base no INPC, ignorando os reajustes já concedidos pelo Fundeb,
como se fosse possível retroagir para tirar direitos. Com os sucessivos
equívocos financeiros deste governo, a solução para o próximo governador(a)
será a venda do Banrisul, caso contrário, a partir de 2015, não haverá recursos
para investimento, muito menos capacidade de endividamento.
quarta-feira, 14 de novembro de 2012
MPF QUER RETIRAR FRASE 'DEUS SEJA LOUVADO' DAS CÉDULAS DE REAIS
O MPF
(Ministério Público Federal) quer retirar das cédulas de reais
a expressão “DEUS SEJA LOUVADO”. A Procuradoria Regional
dos Direitos do Cidadão em
São Paulo entrou, nesta segunda-feira (12/11), com
um pedido liminar na Justiça Federal para efetuar a mudança.
A procuradoria
argumenta que o Estado brasileiro é laico e, portanto, deve estar
completamente desvinculado de qualquer manifestação religiosa. Para
o MPF, a frase “Deus seja louvado” atenta contra os princípios
da igualdade e da não exclusão de minorias já que privilegia uma
religião em detrimento de outras.
“Imaginemos
a cédula de real com as seguintes expressões: ‘Alá seja
louvado’, ‘Buda seja louvado’, ‘Salve Oxossi’, ‘Salve
Lord Ganesha’, ‘Deus não existe’. Com certeza, haveria
agitação na sociedade
brasileira em razão do constrangimento sofrido pelos cidadãos
crentes em Deus”, exemplifica o procurador Jefferson Aparecido
Dias, autor da ação.
Para o
procurador, o objetivo principal do pedido é proteger a “liberdade
religiosa de todos os cidadãos”. Embora Dias reconheça que a
maioria dos brasileiros professe religiões de origem cristã, ele
lembra que “o Brasil optou por ser um Estado laico” e, portanto,
não pode tomar partido de nenhuma religião.
No ano
passado, quando passaram a ser impressas as novas cédulas de reais,
o MPF recebeu uma representação questionando o porquê da
permanência da frase no novo modelo.
Durante a fase
de inquérito, a Casa da Moeda – local onde o dinheiro é impresso
– informou que cabe exclusivamente ao Banco Central “não apenas
a emissão propriamente dita, como também a definição das
características técnicas e artísticas” das cédulas.
O Banco
Central, por sua vez, lança
mão da Constituição Federal para justificar a presença da frase.
Logo no preâmbulo da Carta Magna, aprovada em 1988, constam os
dizeres: “nós, representantes do povo brasileiro, (...),
promulgamos, sob a proteção de Deus, a seguinte Constituição da
República Federativa do Brasil”.
Tradição
Em nota
técnica enviada ao MPF, o Ministério da Fazenda afirma que a
inclusão da expressão religiosa nas cédulas aconteceu em 1986, por
determinação direta do então presidente José Sarney.
Posteriormente, em 1994, com o Plano Real, a frase foi mantida pelo
ministro da Fazenda, Fernando Henrique Cardoso, supostamente por ser
“tradição da cédula brasileira”.
“Não se
pode admitir que a inclusão de qualquer frase nas cédulas
brasileiras se dê por ato discricionário”, afirma o. Para ele, a
legislação brasileira não autorizou o Conselho Monetário Nacional
a manifestar preferência por esta ou aquela religião.
Fonte:http://primeiraedicao.com.br/noticia/2012/11/12/mpf-quer-retirar-frase-deus-seja-louvado-das-cedulas-de-reais
Enquanto isso em São Paulo...
REEVINDICAÇÕES DOS MUNICÍPIOS
1 – Que o Governo Federal reponha o montante do IPI que foi
desonerado pelas políticas anti cíclicas no valor aproximado de R$
1,5 bilhões.
2 – Que o Governo Federal reponha o montante da CIDE Combustíveis
cujo repasse foi zerado por uma iniciativa do Governo valor estimado
de R$ 595 milhões.
3 – Que os Restos a Pagar de Obras e Aquisição de Equipamentos
que estão em andamento ou paralisadas por falta de pagamento por
parte da União sejam PAGAS imediatamente, R$ 8,2 bilhões.
4 – Que os recursos do FEX (Auxílio aos Estados e Municípios
Exportadores) sejam creditados neste mês aos municípios, R$ 487,4
milhões.
5 – Que a União mantenha o valor da complementação ao FUNDEB de
acordo com as estimativas, no valor de R$ 10,4 bilhões, para os 9
Estados que recebem a complementação.
6 – Que a União reponha o valor do aumento real do salário mínimo
aos municípios, R$ 1,4 bilhões.
7 – Que o Congresso Nacional vote imediatamente o PLS 2565/2012 que
trata da redistribuição dos royalties de petróleo e gás.
QUANTITATIVO DA CRISE MUNICIPAL
FPM / IPI / RESTOS A PAGAR
A queda da atividade econômica, principalmente a partir do
segundo trimestre, prejudicou a receita dos tributos federais que
servem de base para o FPM, fazendo com que este ano os Municípios
enfrentem uma frustração de receita do FPM de R$
6,9 bilhões.
A reação do Governo Federal, com a intenção de estimular a
economia, agravou ainda mais a frustração de receita das
Prefeituras porque promoveu nova desoneração do IPI,
repetindo a estratégia de incentivo ao consumo utilizada em reação
a crise econômica a partir de 2008. Essa política teve um custo de
R$ 1.458 bilhões para os cofres
municipais em diminuição de repasses do FPM e de R$
155 milhões de redução do IPI-exportação distribuído
aos municípios.
O Executivo Federal também reduziu a CIDE-combustíveis, gerando uma
perda de arrecadação para as prefeituras de R$
595 milhões.
No
ano o FPM acumula R$ 51,3 bilhões
em valores reais, enquanto que no mesmo período do ano passado havia
acumulado R$ 52 bilhões,
ou seja, acumula queda real de
1,4%.
Acumulam-se
hoje no orçamento da União sem pagamento, nada menos que R$
18,2 bilhões de restos a pagar
devidos a Municípios.
Como pesquisa
da CNM apontou, em 45,2% dos
casos são ações já iniciadas
pelas Prefeituras.
Ou seja, são
empenhos realizados pelos Prefeitos já em execução e que não
podem ser cancelados. Nestes casos os administradores locais estão
vendidos porque a legislação
não permite que eles deixem estes restos a pagar para seu sucessor,
o valor do problema é então de R$
8,2 bilhões.
Os restos a
pagar que não são do PAC,
a maior parte, 63,7% (R$11,5
bilhões),
têm um maior risco de não serem executados, porque o Governo
Federal afirma não se responsabilizar.
PRINCIPAIS OBSTÁCULOS DOS MUNICÍPIOS BRASILEIROS
- queda na receita de transferências da União em razão tanto da fraca atividade econômica quanto da política de desoneração do Governo Federal;
- enorme volume acumulado de restos a pagar da União devido a municípios;
- renúncia fiscal relativa a não resolução da Guerra Fiscal do ICMS;
- impacto financeiro de legislações nacionais como a Lei do Piso do Magistério;
- constantes aumentos do Salário Mínimo muito acima da inflação e do crescimento da receita;
- omissão das demais esferas no financiamento da saúde;
- sub-financiamento dos programas federais nas áreas de educação, saúde e assistência social.
SITUAÇÃO DOS MUNICIPIOS EM FIM DE MANDATO NAS CIDADES BRASILEIRAS
A CNM promoveu uma pesquisa com 4.773 municípios (85,8%) para saber
qual a situação em que as administrações estão neste momento.
532
municípios declararam estar com os salários atrasados o que
representa 11,1%. A média de atraso é de 1,4 meses.
47,8%
(2.284) indicam estar com atraso no pagamento dos fornecedores
em média de 2,6 meses.
19% (906)
dizem que ainda não conseguiram implantar o Piso Nacional do
Magistério nos quesitos do salário base e da contratação do 1/3
das horas atividades.
80,2%
(3.831) declaram que o impacto do aumento do salário mínimo nas
suas despesas de pessoal, acarreta um maior comprometimento do
percentual da despesa com pessoal em relação a sua receita corrente
líquida.
74,7%
(3.568) indicam que a queda de arrecadação do FPM deve
influenciar negativamente no fechamento de suas contas no final do
exercício.
46%
(2.206) dizem que durante seu mandato tiveram problemas com os
convênios celebrados com a União para a execução de obras e ou
aquisição de equipamentos.
Destes
66% (1.435) indicam que poderão deixar restos a pagar no final
deste exercício por conta do não pagamento por parte da União
destes convênios.
44%
(2.080) declara que deixará restos a pagar a descoberto no final
deste ano em virtude da queda de arrecadação e dos convênios não
pagos pela União.
terça-feira, 13 de novembro de 2012
A INDÚSTRIA BRASILEIRA VAI MAL 4º TRIMESTRE CONSECUTIVO DE RESULTADOS NEGATIVOS
Em
setembro de 2012, o total do pessoal ocupado na indústria mostrou
variação negativa de 0,3% frente ao mês imediatamente anterior.
O
índice de média móvel trimestral registrou variação nula (0,0%),
repetindo no trimestre encerrado em setembro o patamar dos meses de
agosto e julho, e permaneceu com o comportamento de menor dinamismo
observado desde outubro do ano passado.
Na
comparação trimestre contra trimestre imediatamente anterior, o
emprego industrial mostrou variação negativa de 0,1% no terceiro
trimestre de 2012, quarto trimestre consecutivo de resultados
negativos, acumulando nesse período perda de 1,8%.
Na
comparação com setembro de 2011, o emprego industrial mostrou queda
de 1,9% em setembro de 2012, 12º
resultado negativo
consecutivo nesse tipo de confronto.
Nas
comparações contra igual período do ano anterior, o total do
pessoal ocupado assalariado recuou tanto no fechamento do terceiro
trimestre de 2012 (-1,8%), como no índice acumulado dos nove meses
do ano (-1,4%).
A
taxa anualizada, indicador acumulado nos últimos 12 meses, ao
registrar queda de 1,2% em setembro de 2012, prosseguiu com a
trajetória descendente iniciada em fevereiro de 2011 (3,9%).
Fonte:
IBGE
COM TOTAL VIÉS POLÍTICO DILMA CRIA MAIS UM MINISTÉRIO
Agora
são 40 ministérios
Quem
levará a sério a criação de um ministério com orçamento anual
de R$8 milhões e com 68 funcionários num país transcontinental?
A
Câmara aprovou nesta quarta-feira a criação do 40º ministério do
governo Dilma Rousseff: A nova Pasta deverá ser usada pela
presidente Dilma para abrigar o PSD do prefeito de São Paulo,
Gilberto Kassab, na reforma ministerial que deverá ocorrer no início
do ano que vem. Um dos nomes cotados para assumir o cargo é o do
vice-governador de São Paulo, Guilherme Afif Domingos.
A
criação do ministério foi aprovada por 300 votos a favor e 45
contra. Os partidos de oposição foram contra a proposta sob a
alegação de que o Ministério da Indústria e Comércio já cuida
do setor. "É o inchaço da máquina pública. Já temos 39
ministérios", reclamou o deputado Domingos Sávio (PSDB-MG). "É
um ministério para atender interesses políticos e partidários, e
não aos interesses da micro e pequena empresa", afirmou o
deputado Jutahy Magalhães Júnior (PSDB-BA).
Pelo
projeto aprovado nesta quarta-feira, que ainda precisa ser votado no
Senado, o novo ministério contará com 68 cargos em comissão. A
previsão de gastos da Pasta é de R$ 7,9 milhões por ano. Os
recursos para arcar com as despesas da Pasta já estavam previstos no
Orçamento de 2012.
Faça
ao microempresário a seguinte pergunta: você precisa de um
ministério ou de reforma tributária ou incentivo fiscal?
BRASIL: A 2ª MENOR EXPANSÃO DO PIB NA AMÉRICA LATINA
O Brasil
fechará este ano protagonizando o papel de país com a segunda
menor expansão do PIB na América Latina, superando apenas o
crítico Paraguai. Resta claro que nossos problemas vão muito além
da desaceleração global que afeta a todos. Se crescemos menos que
os demais, é porque temos nossas próprias deficiências.
Tanto o
Palácio do Planalto quanto o Ministério da Fazenda gostam de
repetir que as dificuldades devem-se a fatores externos. Mas o maior
preço que o país paga hoje é a inanição do governo em resolver
problemas estruturais como as reformas, os entraves burocráticos a
corrupção e a falta de investimentos em infraestrutura e logística.
O governo não consegue realizar os investimentos públicos e, para
piorar, ainda atrapalha o empreendedor privado.
Dos R$
102,3 bilhões disponíveis no Orçamento Geral da União para
investimentos neste ano, somente 44% foram aplicados até setembro,
ou seja, R$ 45 bilhões, segundo O
Globo. É assustador, mas o que já era ruim ficou pior: o valor
aplicado neste ano é proporcionalmente menor do que em 2011, quando
nesta altura do ano estávamos em 47%.
Do valor
investido até setembro, a maior parte - R$ 30 bilhões - refere-se a
restos a pagar, despesas de anos anteriores que estão sendo agora
quitadas. Ou seja, do montante efetivamente reservado para 2012, a
gestão Dilma só conseguiu gastar cerca de R$ 15 bilhões, ou 14,5%
do aprovado pelo Congresso.
Ministérios
como o da Integração Nacional e o de Transportes só executaram um
terço do Orçamento, o que ajuda a explicar o fracasso das ações
de enfrentamento à seca no Nordeste e a penúria da nossa
infraestrutura. Os resultados seriam bem piores não fosse o cômputo
dos subsídios do Minha Casa, Minha Vida como investimentos.
Na média,
a gestão Dilma terminará seus três primeiros anos com crescimento
de 2,4%, estima José Roberto Mendonça de Barros em entrevista a'O
Estado de S.Paulo. Especialista em analisar o lado real da
economia, ele vê a mão peluda do Estado se metendo onde não deve e
atrapalhando quem quer produzir e investir.
"O
desmonte do investimento é o que mais me preocupa, porque o
investimento de hoje é o crescimento da economia amanhã. (...) É o
avião que fica parado na pista, os 65 apagões, a falta de gasolina
que começa a pipocar e vai piorar, a queda na qualidade da
telefonia. No curto prazo, tudo gera perda de eficiência na economia
e reduz investimentos", resume ele.
Na outra
ponta, de janeiro a setembro a torneira das despesas de custeio
jorrou dinheiro: elas cresceram 8,1% acima da expansão nominal do
PIB em comparação com igual período do ano passado, segundo
dados divulgados pelo Tesouro Nacional.
Diante de
um cenário tão negativo, cabe questionar: onde está a "capacidade
de planejamento" que a presidente da República tanto alardeia
possuir? Cadê a gestora eficiente que ao longo de anos foi vendida
pelo marketing petista ao Brasil?
segunda-feira, 12 de novembro de 2012
Saiu o Polibio Braga: Fórum Palestina Livre poderá atrair líderes de grupos terroristas árabes ao RS
O governador Tarso Genro ficou isolado no apoio ao Fórum Social Mundial Palestina Livre, que recebeu o aval oficial do governo do RS. Assembléia Legislativa e prefeitura de Porto Alegre resolveram retirar o apoio que já haviam concedido, logo depois de advertidos sobre o caráter provocador do evento, agendado para 28 de novembro a 1º de dezembro, reunindo representantes de 35 Países. Foi também Tarso Genro, quando esteve na prefeitura de Porto Alegre, quem deu apoio oficial e dinheiro para a realização do I Fórum Social Mundial, que se esvaziou depois que o PT perdeu o controle da prefeitura e do governo estadual, já que vivia das mesadas oficiais.
O governo federal sequer cogitou de apoiar o Fórum.
O documento de referência do encontro deixa claro que ele defende boicote econômico e ações de terrorismo contra Israel.
São aguardadas 5 mil pessoas. O temor em Porto Alegre é de que venham também representantes dos grupos terroristas Al-Fatah, Hezbolah e Al Qaeda, o que inevitavelmente atrairia agentes da CIA, do Mossad e do M16 ao Estado. O governo foi procurado por diplomatas há uma semana e também por representantes da comunidade judaica local, que advertiram Tarso Genro sobre o palanque que estava concedendo a esses movimentos. Existe sério temor de que os grupos terroristas árabes estejam interessados em deslocar da Tríplice Fronteira para Porto Alegre, o epicentro dos seus interesses na América do Sul.
sexta-feira, 9 de novembro de 2012
VEJA O QUE ROBERTO JEFFERSON DIZ SOBRE OS ROYALTIES
Agora que o imbróglio dos royalties atravessou a rua e foi parar na mesa da presidente Dilma, é bom o ministro Gilberto Carvalho providenciar rapidamente uma boa dose de calmantes ou de suco de maracujá.
Não há caminho fácil para Dilma neste assunto. O veto total ou parcial ao projeto agradaria aos aliados do Rio de Janeiro e Espírito Santo, mas implicaria na necessidade de elaboração de um novo projeto, seja para reestruturar a partilha, seja para corrigir as falhas e vícios de constitucionalidade.
Se a presidente sancionar integralmente o projeto, os governadores vão bater na porta da Justiça, no caso, o STF, deixando indefinido o prazo para a conclusão do processo. E para aumentar a pressão sobre Dilma, do lado do Rio de Janeiro há a ameaça da queda da receita comprometer as Olimpíadas de 2016.
Do outro lado, há a possibilidade de a presidente se desgastar com as bancadas dos outros estados e com os prefeitos. Seja qual for o lado para o qual Dilma mirar, só há nuvens negras no horizonte.
BOA NOTÍCIA PARA O RS
BASE
GOVERNISTA DE DILMA DORME NO PONTO E OPOSIÇÃO APROVA PROJETO QUE
REDISTRIBUI ROYALTIES DO PETRÓLEO
O Plenário aprovou nesta
terça-feira (6), por 286 votos a 124, o Projeto de Lei 2565/11,
do Senado, que redistribui os royalties do petróleo para beneficiar
estados e municípios não produtores. As mudanças atingem tanto o
petróleo explorado por contratos de concessão quanto aquele que
será extraído sob o regime de partilha. A matéria será enviada à
sanção presidencial.
O texto original do Senado foi
votado depois de o Plenário aprovar, em placar apertado (220 votos a
211), um pedido de preferência, descartando o substitutivo do
relator, deputado Carlos Zarattini (PT-SP).
Desta forma, fica preservado os
ganhos de maneira mais equilibrada entre produtores e não
produtores. Ou seja, a riqueza é de todos os brasileiros e ela foi
mais bem distribuída no projeto que veio do Senado” e diferente do
que havia sido proposto pela base governista.
APLICAÇÃO DIRECIONADA
Este
foi um dos pontos críticos, alguns deputados acreditavam que os
recursos oriundos dos royalties deveriam ter uso exclusivo para a
educação, entretanto a proposta do Senado permite o
uso dos recursos do petróleo que forem destinados aos fundos
especiais nos seguintes setores: infraestrutura, educação, saúde,
segurança, erradicação da miséria, cultura, esporte, pesquisa,
ciência e tecnologia, defesa civil, meio ambiente, mitigação das
mudanças climáticas e tratamento de dependentes químicos.
Para
distribuir os recursos a estados e municípios não produtores, o
projeto cria dois fundos especiais, um para estados e o Distrito
Federal e outro para municípios e o Distrito Federal. O DF
participa de um e de outro porque tem atribuições de ambos os
entes federados.
Os novos recursos serão
distribuídos entre os governos estaduais e entre os governos
municipais segundo os critérios dos fundos de participação dos
estados (FPE) e dos municípios (FPM), respectivamente.
Cada um dos fundos contará, a
partir de 2013, com 21% dos recursos do petróleo explorado na
plataforma continental. Em 2019, o índice passa a 27%.
Em razão dessa redistribuição,
os estados produtores passarão dos 26,25% atuais para 20%. Os
mesmos percentuais servem para os municípios produtores. Já os
municípios onde ocorrem embarque e desembarque do petróleo
diminuem sua participação de 8,75% para 3%.
Os royalties sobre a produção vinda da
plataforma continental serão distribuídos com os
seguintes percentuais:
- União: 22%
- Estados produtores: 22%
- Municípios produtores: 5%
- Municípios afetados pelo embarque e desembarque: 2%
- Fundo de todos os estados: 24,5%
- Fundo de todos os municípios: 24,5%
Sobre o petróleo do continente,
a distribuição será:
- União: 15%
- Estados produtores: 20%
- Municípios produtores: 10%
- Municípios afetados pelo embarque e desembarque: 5%
- Fundo de todos os estados: 25%
- Fundo de todos os municípios: 25%
De
acordo com o Censo 2010 o Brasil possui 5.565 municípios.
PRODUÇÃO FUTURA
Estimativas da Empresa de Pesquisa
Energética (EPE) projetam que, em 2020, a produção de petróleo
atingirá cerca de 5,8 milhões de barris por dia.
Traduzida em números pelo
Ministério de Minas e Energia, essa produção deve gerar receitas
de royalties e de participação especial – referentes a áreas
situadas no mar – de R$ 54,5 bilhões naquele ano.
A conta considera uma visão
conservadora do preço do barril igual a 90,6 dólares e taxa de
câmbio de R$ 1,70/US$. Nesse cenário, a renda do petróleo, que
foi de R$ 25,6 bilhões em 2011, aumentaria para cerca de R$ 60
bilhões em 2020, considerada a contribuição de áreas terrestres.
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