quinta-feira, 5 de abril de 2012

DESINDUSTRIALIZAÇÃO, PAC E PLANO BRASIL MAIOR

É no mínimo curioso fato de que com o tempo as coisas mudam. Quem imaginaria na década de 70 que uma novela no horário nobre, teria como estrela principal, um ator interpretando um homossexual. É... o tempo passou, o mundo girou e as coisas mudaram. 
Eu lembro que na década de 80 a grande preocupação dos governantes brasileiros era com a inflação. Neste período, dinheiro embaixo do colchão era o mesmo que rasgá-lo, pois se você tivesse R$100,00 no dia primeiro do mês e colocasse embaixo do colchão, chegaria ao fim do mês, com apenas R$70,00, sem gastar em nada. A inflação corroia o nosso dinheiro. O tempo passou, Fernando Henrique Cardoso implantou o Real e as coisas mudaram.
Lembro também do embate entre FHC e Lula. Lula utilizava uma retórica na qual apregoava que FHC iria entregar o Brasil para os Americanos, que o FMI era inimigo do Brasil, que o pagamento da dívida externa era totalmente questionável e privatizações eram coisa do demo.  Mas o tempo passou, FHC derrotou duas vezes Lula e posteriormente o petista assume o poder.
Ao longo da gestão petista na era Lula, todos esperavam que o presidente fosse alterar a política monetária, reduzir juros, reduzir os lucros dos bancos, reduzir a carga tributária... Mas o tempo passou e Lula mudou.
No avançar do tempo, as mulheres também mudaram e ao ampliarem seus espaços, Dilma assume a presidência do Brasil. Nossa presidenta vive o desafio de fazer andar o Programa de Aceleração do Crescimento que esta empacado mais de cinco anos, com obras de infra-estrutura com atrasos de até 54 meses.
Em 2007, o governo petista anunciou que R$ 40 bilhões seriam investidos, mas, até o fim de 2010, apenas R$ 1,5 bilhão haviam sido aplicados na expansão dos sistemas de abastecimento de água, coleta e tratamento de esgotos. De acordo com levantamento feito pela organização Trata Brasil, 60% dos empreendimentos estão paralisados, atrasados ou não foram iniciados. "O Norte tem 100% das obras do PAC paralisadas, seguido por Centro-Oeste (70%) e Nordeste (34%)", informou O Globo.
E no cenário externo? Quem diria que o velho mundo ruiria, que os chamadosprimeiro mundorepleto de glamour estariam exportando mão de obra para os países em desenvolvimento? Mas não vamos falar muito, estamos pecando pelas mesmas causas que os fizeram ruirfalta de disciplina fiscal e, além disso, estamos passando por um forte processo de desindustrialização.
Enquanto isso, para não perder mais tempo, a presidenta Dilma lançou esta semana asNovas Medidas do Plano Brasil Maiorque traz em seu bojo medidas sobre o câmbio, tributos, estímulos à produção, financiamento ao comércio exterior, defesa comercial, incentivos ao setor de informação e comunicações, aumento do crédito e regime automotivo.
Tempo é dinheiro, muitas vezes o tempo se coloca como nosso aliado. Num ambiente de mercado onde existe competição, a grande maioria das vezes o tempo se coloca como nosso inimigo. O Brasil não pode mais esperar, a estabilização da moeda foi a primeira grande medida estrutural das últimas décadas, agora precisamos de uma reforma fiscal completa, de investimento em infra-estrutura compatível com as necessidades da produção. Medidas paliativas ajudam mas não resolvem o problema.

Um comentário:

Obrigado por participar do meu blog.
Att.
Luciano