No dia 24 de outubro a
Confederação Nacional do Transporte (CNT) divulgou sua pesquisa
anual sobre as condições das rodovias brasileiras. Pelo segundo ano
consecutivo, o levantamento aponta piora na situação geral das
estradas do país.
A CNT aponta 29,3% das
rodovias pesquisadas em condições ruins ou péssimas: são mais de
28 mil quilômetros de vias nesta situação. Quando se somam as
classificadas como "regulares", quase 63% da malha
brasileira apresenta problemas - o total vai a 60 mil km de estradas
deterioradas.
Em 2011 já ocorrera
uma piora nas condições das nossas rodovias e agora acentuou. Neste
ano, as estradas classificadas como ótimas ou boas caíram de 42,7%
para 37,3%. Considerando as ruins ou péssimas ouve piora, passando
de 26,9% para 29,3%.
Comparativamente as
rodovias privatizadas têm 86,7% de sua extensão em situação ótima
ou boa, nas públicas este percentual cai para 27,8%. No outro
extremo, somente 1,8% das concedidas são classificadas como ruins ou
péssimas e 34,6% dos trechos sob gestão governamental estão nestas
lastimáveis condições.
Segundo a pesquisa da
CNT, hoje o maior problema é a falta de sinalização - em 35% das
rodovias ela é nula ou praticamente inexistente - enquanto em 12,5%
da extensão a situação do pavimento é crítica. Ambos são
fatores bastante sensíveis para a segurança nas nossas estradas -
vale dizer que, no ano passado, foram registrados 189 mil acidentes
nas rodovias brasileiras, causando lesões graves em 28 mil pessoas e
a morte de 8,5 mil indivíduos.
No ranking geral, as 21
melhores estradas do país são cuidadas por concessionárias
privadas e as seis melhores estão em São Paulo, estado com o mais
longevo e bem sucedido programa de concessão rodoviária do país. A
melhor estrada sob gestão pública é a BR-471 (Rio Grande-Chuí),
num modestíssimo 22° lugar.
Infelizmente, as
perspectivas de melhora não são animadoras. Basta ver o que está
acontecendo com a execução do Orçamento Geral da União deste ano.
As cifras são sempre vistosas, mas o nível do que é efetivamente
investido é invariavelmente sofrível. "O ano de 2012 chega ao
fim carimbado como uma das piores execuções orçamentárias do
setor de transportes nos últimos tempos".
Dos R$ 13,6 bilhões
previstos para as rodovias neste ano, somente 48% foram executados
até agora e, mantido o ritmo histórico, apenas 58% o serão até o
fim do ano. É o pior resultado desde 2008 - e, ainda assim, inflado
pela quitação de restos a pagar: o pagamento de contratos firmados
antes de 2012 responde por 70% de tudo o que foi gasto desde janeiro
último.

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Luciano