sexta-feira, 16 de novembro de 2012

E AGORA?




Lembro que por muito tempo,  uma das demandas mais antigas da nossa região era o acesso municipal - Camaquã/Arambaré. Muito se falava sobre esta rodovia, alguns diziam que nunca seria feita, outros lembravam governos passados que haviam começado e logo desistido. Entretanto, no governo Yeda, quando assumi o cargo de diretor de planejamento e tinha sob minha responsabilidade a administração dos Programas Estruturantes, empenhei-me ao máximo para incluir esta rodovia no quadro de obras. Com o apoio do então Secretário de Infraestrutura, Daniel Andrade e com o aval da senhora governadora, consegui incluir a obra no plano de investimentos do Estado através do Programa Estruturante Duplica RS - Projeto Acessos Municipais.

Lembro que muitos continuaram duvidando. Afirmavam que o governo iria apenas colocar estacas na estrada, e que isso já havia sido feito e que nunca deu em nada. Lembro também de ter convidado a governadora para ir a Camaquã lançar a obra. Ela foi, e durante o ato, um grupo de  professores deixaram suas escolas, e acompanhadas de alunos, muito deles crianças, se colocaram diante da governadora para protestar, não contra a obra, mas por motivos, imagino eu, relativo à educação. Entre vaias e protestos a governadora fez seu discurso e seguiu para Arambaré, onde foi recebida calorosamente pelo prefeito e a população local.

Muito provavelmente ainda neste verão, a obra ficará pronta, e possivelmente virão ao nosso município, representantes do governo Estadual para a inauguração da obra. Então é oportuno passar algumas informações:

O déficit deste ano chegará a pelo menos R$ 1,3 bilhão. O governo atual não soube manter o Déficit Zero e agora convive com o Déficit do Bilhão, o que impede os pagamentos regulares ao funcionalismo e aos fornecedores. Os saques no caixa único, deverão somar até o final do ano R$1,5 bilhão. Lembrem que os recursos do caixa único são formados pelas receitas das estatais, logo, ao invés do governo investir em infraestrutura das empresas, acaba utilizando para a folha do funcionalismo.

E não apenas fornecedores passaram a queixar-se de atrasos nos pagamentos. As 2.572 escolas que passaram a contar com autonomia financeira a partir do governo Yeda Crusius, não receberam os R$ 5,8 milhões a que tinham direito no dia 31 de outubro. De acordo com a Secretária adjunta da Educação, Maria Eulália, o atraso é uma questão de fluxo de caixa. Não há crise. Bem, será que o governo terá problema de fluxo de caixa para pagar o 13º do funcionalismo? Neste ano parece que não, mas quem aposta que ano que vem pagará sem utilizar os recursos das estatais (caixa único)?

 Em relação ao piso do magistério o fato é ainda pior, pois o próprio Governador Tarso enquanto ministro da justiça sancionou a Lei e agora além de não pagar, questiona o índice de correção na justiça, mesmo tendo prometido pagar durante a campanha. Aliás a proposta do governo chega em R$ 1.260,00 em novembro de 2014, quando o piso desde janeiro/2012 era de R$ 1.451,00. Portanto, ficará longe do cumprimento do piso. Assim considerando, se os professores entrarem na justiça poderá formar um passivo de R$ 9 bilhões em 2014, indo tudo para precatórios, onde o Estado já deve R$ 9 bilhões. Serão R$18 bilhões, o dobro.
Tarso concede reajuste aos professores com base no INPC, ignorando os reajustes já concedidos pelo Fundeb, como se fosse possível retroagir para tirar direitos. Com os sucessivos equívocos financeiros deste governo, a solução para o próximo governador(a) será a venda do Banrisul, caso contrário, a partir de 2015, não haverá recursos para investimento, muito menos capacidade de endividamento.

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Luciano