No
ano de 2011, dos 27 estados do País, 17 apresentaram Dívidas
Consolidadas Líquidas que não ultrapassaram o equivalente a 50% das
suas Receitas Correntes Líquidas. Ou seja, de modo simplificado,
para cada real que esses estados arrecadaram, restavam comprometidos
R$ 0,50 centavos com suas dívidas.
O
Rio Grande do Sul é o único estado do país que tem o percentual de
endividamento superior a 200% da receita corrente líquida, ou seja,
para cada real arrecadado o Estado já deve dois.
No
final de 2011, a Dívida Consolidada Líquida (R$ 46,874 bilhões)
representou 213,77% da RCL (R$ 21,927 bilhões), muito próximo do
limite de 224,24% previsto para o final de 2011. Todavia, embora
adequado à meta de ajuste anual, o montante da Dívida Consolidada
Líquida encontrava-se acima do limite de alerta de 90% (2010,82%),
situação que originou a emissão de alerta do Tribunal de Contas do
Estado – TCE ao Poder Executivo.
Além
disso, o Conselheiro Iradir Pietroski, Relator das Contas do
Governador em exame no TCE, e remetida para apreciação e
deliberação da Assembleia Legislativa, recomendou que o Governo
atente para que a realização de investimentos com recursos oriundos
de empréstimos junto ao Banco Mundial e BNDES, tendo o cuidado de
não comprometer a capacidade de pagamento pelo Estado no futuro,
e do mesmo modo, não prejudicar a trajetória de realinhamento da
Dívida Consolidada Líquida com a Receita Corrente Líquida.
Quando
foi emitido o alerta ao Governador, a Dívida estava 95,3% do limite
de endividamento. Em 31 de agosto deste ano, a Dívida chegou a
98,21% deste limite. A dívida consolidada líquida passou de R$ 46,8
bilhões, em dezembro, para R$ 49,9 bilhões, em agosto último.
Situação sensivelmente pior do que a existente em 2011.
Embora
esteja em situação financeira extremamente delicada, o Governo do
Estado continua negociando financiamentos com o BNDES no valor R$ 1,1
bilhão e com o Banco Mundial-BIRD mais US$ 480,0 milhões, também
está em fase de tramitação o financiamento para o PROFISCO (Gestão
Fiscal) no valor de US$ 60,0 milhões. Além do Projeto de Lei
73/2012 autorizando a contratação de mais US$ 200,0 milhões
destinado ao PROCONFIS que é o Programa para Consolidação do
Equilíbrio Fiscal.
Para
consolidar o equilíbrio fiscal do Estado, o mais sensato a fazer é
o Governo parar de contrair empréstimos e diminuir as despesas
desnecessárias.
O
total de empréstimos autorizados ao Governo Tarso é o seguinte: em
reais - R$ 1,9 bilhão, mais empréstimos em dólares - US$ 740,000
milhões. Isso quer dizer que você, seus filhos e seus netos (que
não terão noção do que foi feito), pagarão esta conta, no
futuro.
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Luciano