Notoriamente a mão pesada do Estado atrapalha em muito nossa base primária – Mais atrapalha do que ajuda, sobretudo aqui no RS. Muito embora o governo federal estabeleça a política de preços mínimos, o fato é que, o excesso de tributação, a falta de concorrência das empresas fornecedoras de insumos básicos, o perfil das tarifas de importação (Mercosul), a falta de infraestrutura, entre outros entraves, fazem do nosso produtor rural um dos maiores (se não o maior) profissionais do agrobusiness do mundo.
O fator
mais relevante para nossa produção de commodities é o tempo. Não basta o governo subsidiar taxa de juros para a produção agrícola, tem que haver uma política de investimentos em irrigação. Há
mais de um século sabemos que as estiagens são fatais para o produtor que fica endividado e acaba vendendo sua terra para saldar ao banco.
Muito embora
neste ano teremos um recorde em nossa safra, ninguém, além de São Pedro, poderá afirmar como será o desempenho no ano que vem. Isto porque não há ações estruturantes, por parte do governo do Estado, que venham mudar esta realidade.
Para quem
não vive no campo ou não tem nenhuma relação de produção com o campo, basta conhecer algumas informações da contabilidade estadual. No ano passado, o governo Tarso gastou mais em propaganda do que em irrigação e agricultura. O Palácio Piratini destinou R$ 66,4 milhões em publicidade (fora estatais como Banrisul e CEEE). Em contrapartida, os investimentos em projetos para diminuir os efeitos das estiagens no Estado ficaram em R$ 28 milhões. No setor primário, mais especificamente agricultura e pecuária, foram investidos apenas R$ 38 milhões.
Pelo visto,
uma das alternativas do nosso agricultor, para a safra do ano que vem, será a de rezar para o santo certo.
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Luciano