sábado, 23 de março de 2013

DEPOIS DE CRESCIMENTO BRASILEIRO PÍFIO EM 2012 – EXPECTATIVAS PESSIMISTAS


Apesar de todos os esforços do governo, a indústria brasileira de transformação não ganhou confiança para  encaminhar novos projetos de investimentos em 2013. Ao contrário, este setor pretende investir este ano 9,5% menos que em 2012. O valor deverá cair de R$ 218 bilhões para R$ 197,3 bilhões, de acordo com uma pesquisa de intenção de investimento que acaba de ser tabulada pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).



Para chegar a esses números, a entidade ouviu mais de 1,2 mil empresas com fábricas em todo o País, entre os dias 22 de janeiro e 23 de fevereiro deste ano.

Muito embora o governo tenha proposto medidas de proativas no ano passado, como o corte na taxa básica de juros, a desoneração da folha de pagamentos e a redução do custo da energia elétrica", ainda existem muitas dúvidas para o empresário. Existe ainda o forte receio de investir, aumentar a capacidade de sua fábrica e depois não ter condições competitivas para vender a produção.

O problema da indústria brasileira tem origem na falta de capacidade do governo federal em aliviar a mão pesada do Estado, é um problema estrutural. A nossa indústria vem definhando já faz algum tempo. Em 2012, por exemplo, a produção física caiu 2,8%, depois de ter ficado estagnada em 2011. Além disso, a balança comercial do setor apresentou em 2012 o maior déficit da sua história, de US$ 50,6 bilhões.

O resultado é que o setor passou a representar só 13,3% do Produto Interno Bruto (PIB), sua menor participação na formação de riqueza do País dos últimos 50 anos. Em 1985, o número foi bem maior, de 27%.

As empresas entrevistadas alegaram que a elevada carga tributária continua como principal limitante ao investimento, seguido da baixa taxa de crescimento da economia.

De acordo com a pesquisa da Fiesp, o investimento industrial em máquinas e equipamentos é o que deverá apresentar maior queda este ano, de 16,4%. Enquanto em 2012 foram investidos R$ 160 bilhões, agora se espera que sejam investidos só R$ 133,8 bilhões.

Tem sido muito caro investir no Brasil uma vez que as alternativas de importação estão disponíveis, tem sido  muito mais fácil trazer o produto pronto de fora, porque o retorno sobre o investimento é demorado demais, em razão das altas taxas de juros e do peso dos impostos.

Esperamos que as expectativas mudem e que a confiança dos produtores inverta este quadro de estagnação da indústria brasileira, que o Sr. Jorge Gerdau, homem de confiança da Presidente Dilma  e expoente fabril, consiga orientá-la no sentido de reduzir o peso da mão do Estado sobre o setor produtivo.

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Luciano