Apesar
de todos os esforços do governo, a indústria brasileira de transformação não ganhou
confiança para encaminhar novos projetos
de investimentos em 2013. Ao contrário, este setor pretende investir este ano 9,5%
menos que em 2012. O valor deverá cair de R$ 218 bilhões para R$ 197,3 bilhões,
de acordo com uma pesquisa de intenção de investimento que acaba de ser tabulada
pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).
Para
chegar a esses números, a entidade ouviu mais de 1,2 mil empresas com fábricas em
todo o País, entre os dias 22 de janeiro e 23 de fevereiro deste ano.
Muito
embora o governo tenha proposto medidas de proativas no ano passado, como o corte
na taxa básica de juros, a desoneração da folha de pagamentos e a redução do custo
da energia elétrica", ainda existem muitas dúvidas para o empresário. Existe
ainda o forte receio de investir, aumentar a capacidade de sua fábrica e depois
não ter condições competitivas para vender a produção.
O
problema da indústria brasileira tem origem na falta de capacidade do governo federal
em aliviar a mão pesada do Estado, é um problema estrutural. A nossa indústria vem
definhando já faz algum tempo. Em 2012, por exemplo, a produção física caiu 2,8%,
depois de ter ficado estagnada em 2011. Além disso, a balança comercial do setor
apresentou em 2012 o maior déficit da sua história, de US$ 50,6 bilhões.
O
resultado é que o setor passou a representar só 13,3% do Produto Interno Bruto (PIB),
sua menor participação na formação de riqueza do País dos últimos 50 anos. Em 1985,
o número foi bem maior, de 27%.
As
empresas entrevistadas alegaram que a elevada carga tributária continua como principal
limitante ao investimento, seguido da baixa taxa de crescimento da economia.
De
acordo com a pesquisa da Fiesp, o investimento industrial em máquinas e equipamentos
é o que deverá apresentar maior queda este ano, de 16,4%. Enquanto em 2012 foram
investidos R$ 160 bilhões, agora se espera que sejam investidos só R$ 133,8 bilhões.
Tem
sido muito caro investir no Brasil uma vez que as alternativas de importação estão
disponíveis, tem sido muito mais fácil trazer
o produto pronto de fora, porque o retorno sobre o investimento é demorado demais,
em razão das altas taxas de juros e do peso dos impostos.
Esperamos
que as expectativas mudem e que a confiança dos produtores inverta este quadro de
estagnação da indústria brasileira, que o Sr. Jorge Gerdau, homem de confiança da
Presidente Dilma e expoente fabril, consiga
orientá-la no sentido de reduzir o peso da mão do Estado sobre o setor produtivo.

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Luciano