ONU premia Fernando Henrique pela contribuição ao
desenvolvimento humano
O Presidente Fernando Henrique Cardoso foi escolhido pela Organização
das Nações Unidas (ONU), no dia 15 de outubro de 2002, como vencedor do Prêmio
Mahbub ul Haq pela Excepcional Contribuição ao Desenvolvimento Humano,
verificada em seus dois mandatos. Concedido pelo Programa das Nações Unidas
para o Desenvolvimento (Pnud), o prêmio foi lançado este ano para homenagear o
economista paquistanês Mahbub ul Haq, o criador do Índice de Desenvolvimento
Humano (IDH), que avalia os países a partir de três indicadores – educação,
renda e longevidade da população.
A escolha do nome do presidente brasileiro foi feita por uma comissão de
cinco especialistas internacionais em questões de desenvolvimento:
1.
Joseph Stiglitz,
prêmio Nobel de economia em 2000, professor da Universidade de Colúmbia e um
grande crítico do Fundo Monetário Internacional (FMI);
2.
Princesa Basma Bint Talal,
do Fundo para o Desenvolvimento Humano;
3.
Kwesi Botchwey, do Instituto
Terra, da Universidade de Colômbia;
4.
Moisés Naím,
ex-ministro da Indústria e Comércio da Venezuela; e
5.
Gita Sen, do Instituto
Indiano de Administração de Bangalore.
O júri tomou a decisão com base nos seguintes programas sociais e iniciativas:
1. Projeto Alvorada, “um
programa antipobreza em 2.361 municípios mais pobres do país, baseado nas
necessidades dos municípios com relação à classificação do IDH, que avalia os
avanços em três aspectos do desenvolvimento humano: longevidade, conhecimento e
um padrão de vida decente”. “O projeto está proporcionando saúde básica, água potável
e educação em 14 estados.”
2. “De 1995 a 2001, o percentual de crianças
fora da escola caiu de 10% a quase zero. A proporção das crianças mais
pobres que vão à escola aumentou para 75%, em 1995, e para 93%, em 1999. De
todas as crianças em idade escolar, 97% estão atualmente matriculadas nas
escolas.”
3. “O trabalho infantil caiu
significativamente. De 1995 a 1999, o número de crianças de 5 a 15 anos que
trabalhavam em atividades econômicas caiu 25%, de 5,1 milhões para 3,8
milhões.”
4. “A mortalidade infantil
diminuiu de 47,8 mortes por 1.000 nascidos, em 1991, para 29,6, em 2000.”
5. “Reconhecendo a responsabilidade
do Estado por violações aos direitos humanos durante o período da ditadura
militar, foi estabelecida uma Comissão Especial Para Assassinatos Políticos,
que já investigou 336 casos e pagou indenizações para as famílias de 265
vítimas.”
6. “As mortes por AIDS foram
reduzidas em 64%, de 1995 a 2000, graças a intensas campanhas de prevenção e à
distribuição gratuita de medicamentos.”
7. “O salário mínimo, em
2002, está 27% acima do seu nível no começo da década de 90”.
8. “A porcentagem da população
abaixo da linha de pobreza caiu de 42%, entre 1990 e 1994, para 33% na
atualidade. Isso se traduz em menos nove milhões de pessoas vivendo abaixo da
linha da pobreza.”
9. “8,9 milhões de empregos foram
criados de 1993 a 2001, ajudando a manter a taxa de desemprego em cerca de
7%.”
10. “No que diz respeito à
reforma agrária, mais de 588 famílias foram assentadas entre 1995 e 2002.
Durante esse período, quase 20 milhões de hectares de terras foram distribuídas
aos sem-terras.”
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Luciano