É sintomático: se a economia não decola, as pessoas também
não. O ritmo lento da atividade econômica brasileira é apontado por analistas
ouvidos pelo jornal O Estado de S. Paulo, incluindo fontes do governo que
acompanham o setor, como o principal fator para a queda no número de
passageiros nos aeroportos no primeiro semestre.
O desempenho cambaleante da
economia levou as pessoas a voar menos, tanto a turismo como a negócios. O
nível recorde de endividamento das famílias também comprometeu a renda destinada
a produtos e serviços que não são considerados essenciais.
"As pessoas pensam: ou vejo meus parentes de avião ou
troco a geladeira. Não há mais renda disponível para as duas coisas", diz
uma fonte do governo que prefere o anonimato. Segundo ela, a classe média teve
o "gostinho" de voar pela primeira vez, mas sentiu o baque do aumento
dos reajustes dos preços das passagens feitos pelas companhias para compensar
os altos custos do setor com o encarecimento do dólar.
Adalberto Febeliano, da Associação Brasileira de Empresas
Aéreas (Abear), explica que a expansão do setor aéreo deriva de outras
atividades econômicas. Em média, o faturamento das companhias aéreas cresce o
dobro do Produto Interno Bruto (PIB). Há exceções, como no ano passado, quando
a economia expandiu quase 1% e as companhias aéreas tiveram crescimento de 6%.
"Com o desempenho atual da economia, é de se esperar que o transporte
aéreo não cresça quase nada", afirma.
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Luciano