segunda-feira, 5 de agosto de 2013

DÍVIDA TIRA NOVA CLASSE MÉDIA DE AVIÕES


É sintomático: se a economia não decola, as pessoas também não. O ritmo lento da atividade econômica brasileira é apontado por analistas ouvidos pelo jornal O Estado de S. Paulo, incluindo fontes do governo que acompanham o setor, como o principal fator para a queda no número de passageiros nos aeroportos no primeiro semestre. 

O desempenho cambaleante da economia levou as pessoas a voar menos, tanto a turismo como a negócios. O nível recorde de endividamento das famílias também comprometeu a renda destinada a produtos e serviços que não são considerados essenciais.

"As pessoas pensam: ou vejo meus parentes de avião ou troco a geladeira. Não há mais renda disponível para as duas coisas", diz uma fonte do governo que prefere o anonimato. Segundo ela, a classe média teve o "gostinho" de voar pela primeira vez, mas sentiu o baque do aumento dos reajustes dos preços das passagens feitos pelas companhias para compensar os altos custos do setor com o encarecimento do dólar.

Adalberto Febeliano, da Associação Brasileira de Empresas Aéreas (Abear), explica que a expansão do setor aéreo deriva de outras atividades econômicas. Em média, o faturamento das companhias aéreas cresce o dobro do Produto Interno Bruto (PIB). Há exceções, como no ano passado, quando a economia expandiu quase 1% e as companhias aéreas tiveram crescimento de 6%. "Com o desempenho atual da economia, é de se esperar que o transporte aéreo não cresça quase nada", afirma.

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Luciano