- E o custo Brasil - aqui no Estado é maior!
Mais de 10%
dos 8.255 quilômetros de rodovias pavimentadas do Rio Grande do Sul estão em
situação ruim ou péssima, segundo a Pesquisa Confederação Nacional do
Transporte (CNT) de Rodovias 2013, divulgada na última quinta-feira.
Cantado em
prosa e verso, o orgulho dos gaúchos tem poucas razões para se manter, no que
se refere à condição das estradas. Apenas 5,3% delas são consideradas ótimas na
pesquisa CNT de Rodovias 2013. Em Santa Catarina e no Paraná, o percentual de
estradas consideradas em ótima situação é de 22%.
Se somadas
as notas Ótimo e Bom, 48,9% das rodovias gaúchas encontram-se nessa situação.
Em Santa Catarina, esses conceitos se aplicam a 55,3% das estradas. No Paraná,
62,8% delas foram consideradas boas ou ótimas. As avaliações incluem rodovias
estaduais, federais e concedidas.
Ou seja, se
levadas em conta as condições ideais, o Rio Grande do Sul apresenta a pior
situação rodoviária entre os três Estados do Sul. Já no extremo oposto, o da
ruindade, os catarinenses estão pior que os gaúchos (5,8% consideradas
péssimas) e paranaenses, também (3,5%).
O Rio Grande
do Sul está perdendo para ele mesmo, se comparado com o ano passado. Os índices
satisfatórios (Ótimo e Bom) sobre a conservação dos trechos no Estado
apresentam piora desde 2010. Nesta edição, do total de 8.255 quilômetros
avaliados, 48,9% estão em condições ótimas e boas. No ano passado, o índice era
de 58,7%. Desses, 5.525 quilômetros são
gerenciados pelo setor público e 2.730 estão vinculados a concessionárias.
Apenas 7,2%
das rodovias gaúchas são pavimentadas. É bem menos do que a média brasileira,
de quase 13 quilômetros asfaltados em cada cem, conforme dados de 2012 do
Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit).
O problema
não se limita ao Sul. O dilema da precariedade em rodovias se repete Brasil
afora. A pesquisa avaliou mais de 95 mil quilômetros no país, e o retrato é
desanimador. Todos os indicadores pioraram em relação a 2012: condições gerais
das estradas, problemas na pavimentação, irregularidades na geometria, inexistência
de acostamento, sinalização deficiente. Tudo está mais precário do que no ano
passado.
E qual o
resultado prático disso? Além do óbvio risco de acidentes, rodovias sem
conservação prejudicam o ambiente, aponta a pesquisa da CNT. As bem conservadas
propiciam uma economia no consumo de combustível de até 5% na comparação com
rodovias que apresentam alguma deficiência. Se for considerado o consumo de
óleo diesel no Brasil em 2013, com a melhoria das condições do pavimento, seria
possível uma economia de 661 milhões de litros (R$ 1,39 bilhão) e uma redução
da emissão de 1,77 megatonelada de gás carbônico, principal gás de efeito
estufa, calcula a pesquisa feita pela entidade.
Para o
presidente da CNT, Clésio Andrade, os números mostram a necessidade urgente de
aumentar os investimentos.
– O
governo tem uma dificuldade gerencial. Muitos projetos não saem do papel. Há um
excesso de burocracia – disse ele, no lançamento da pesquisa.
E as
perspectivas não são animadoras. Andrade ressalta que, em 2013, o total
autorizado pelo governo federal para investimentos em rodovias é de R$ 12,7
bilhões. Bem menos que os R$ 18,7 bilhões autorizados no ano passado.
06/11/2013
Zero Hora | p. 4

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