Oficialmente
está dito, a empresa chinesa Shiyan Yunlinhong Industrial & Trade Co. Ltd,
não investirá mais em Camaquã, Rio Grande do Sul - Brasil. Perde-se uma grande
oportunidade, de aumentarmos a renda perca pita e a arrecadação municipal, além
da possibilidade de diversificarmos a produção. Todos nós sabemos que a
economia em nossa cidade depende do desempenho das commodities que são
produzidas no campo. Se o preço do fumo, arroz ou em menor escala, a soja está
baixo, então o nosso comércio enfraquece.
Para quem não
lembra o investimento inicial da empresa chinesa seria de R$185 milhões e
geraria cerca de 450 vagas de trabalho. Uma indústria de grande porte deixaria
nossa economia menos volátil e com isso a renda no comércio oscilaria menos.
Mas... se foi! Provavelmente não faltarão aqueles que colocarão a culpa no
Executivo municipal, como se ele fosse responsável pelo contexto
macroeconômico. Geralmente uma decisão deste porte leva em conta variáveis que
vão muito além do contexto local.
A garantia de
cumprimento de contratos, estabilidade econômica, estabilidade política,
mercado consumidor, insumos como energia elétrica e petróleo, custo do capital
(juros), financiamentos via BNDES por exemplo, são alguns elementos
fundamentais para a tomada de decisão. A contrapartida municipal é importante
mas outros fatores são decisivos. Percebam que a empresa não decidiu por
investir em outro município, como Santa Maria, cidade que disputou com Camaquã
o investimento – eles, neste momento, desistiram de investir no Brasil.
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Luciano