sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

BALANÇO GERAL

Dentro das transformações sociais, 2011 foi um ano intenso, repleto de grandes eventos, como a Primavera Árabe que gerou uma onda de instabilidades originada na Tunisia e se espalhou para além das fornteiras do mundo Árabe – Oriente Médio e Norte da África. A motivação destes protestos se fundamentou no anacronismo de regimes autoritários e corruptos.

Já nas nações desenvolvidas do velho mundo, 2011 será lembrado como o ano da crise da dívida pública. Iniciada na Grécia, esta crise contaminou economias menos estaveis como Portugual, República da Irlanda, Italia e Espanha. No denominador comum da crise está o déficit público.

No Brasil de Dilma, 2011 foi marcado pela faxina ministerial onde 7 ministros deixaram suas pastas, sendo seis deles por envolvimento direto ou indireto em esquemas de corrupção. Também foi o ano em que passamos a ser a sexta maior economia mundial, ultrapassando a Grã-Bretanha. Entretanto o Fundo Monetário Internacional salienta que a renda percapita da Grã-Bretanha é ainda muito superior a do Brasil. Verdade seja dita, a estabilidade da moeda através do Plano Real proporcionou avanços consideráveis tanto no crescimento como no desenvolvimento do nosso País.

Aqui no Rio Grande do Sul 2011 foi um ano de muita conversa e pouca ação e vejam o porquê:

  1. Saúde - As transferências de recursos para a saúde dos municípios foram reduzidas de R$ 203 milhões, entre janeiro e outubro de 2010, para R$ 118 milhões, no mesmo período deste ano, isso significa queda de 42% nos repasses às prefeituras.
  2. Estradas - Os investimentos nas rodovias gaúchas despencaram de R$ 750 milhões, entre janeiro e outubro de 2010, para menos de R$ 185 milhões, no mesmo período deste ano.
  3. Segurança - De janeiro a outubro de 2010 foram investidos mais de R$ 117 milhões na área da segurança pública no nosso Estado, R$ 59 milhões somente na ampliação de vagas prisionais. Agora no mesmo período foram investidos somente R$ 42 milhões em todo o setor de segurança pública.
  4. Educação - Entre janeiro e outubro de 2010, foram dispendidos entre custeio e investimentos, com a rede escolar, quase R$ 352 milhões. Até outubro deste ano, essas despesas caíram para menos de R$ 302 milhões, uma queda de 14%, já descontada a inflação do período, além do não cumprimento do Piso do Magistério.
Por poutro lado, em nem todos os segmentos, as medidas de arrocho foram aplicadas:
  1. Desde janeiro e até outubro foram criados centenas de cargos de confiança, funções gratificadas e mais contratos emergenciais. Além disso, foram reajustados os valores da remuneração de 644 cargos em comissão. O impacto dessa despesa de pessoal para 2012 supera R$ 35,4 milhões.
  2. Na Agência Gaúcha de Desenvolvimento foram criados 5 diretorias com salários de R$ 20 mil, uma vice-presidência com salário de R$ 23 mil e um cargo de diretor-presidente com remuneração de R$ 24 mil.
Além das informações acima o pior é que o executivo estadual deverá informar nos próximos dias o déficit de 2011, que se mantido os investimentos já empenhados, poderá ficar entre R$600 a R$800 milhões. Lembrem que a Europa vive uma crise econômica gerada pelo setor público, gastar mais do que se arrecada demonstra o retorno ao anacronismo de uma gestão temerária.

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Luciano