domingo, 26 de fevereiro de 2012

HERANÇA PETISTA – DÍVIDA PARA OS PRÓXIMOS GESTORES

Nos últimos dias o Sr. Governador Tarso Genro tem rodado o Estado afirmando que agora o Rio Grande vive momento otimista, que agora o problema não é dinheiro – Dinheiro tem! Afirmou o governador sábado dia 25/02/2012 no município de Restinga Seca em plena abertura da colheita do arroz.
O engraçado é o seguinte: - Nunca vi ninguém endividado dizer que dinheiro não falta. Além disso, o recurso disponível no RS é fruto de operação de crédito, ou seja, empréstimo junto ao Banco Mundial e BNDES. Aliás, ninguém pergunta se o atual governo esta cumprindo com as clausulas contratuais do último empréstimo, que envolvem metas de gestão e resultados orçamentários e financeiros, como o cumprimento de metas fiscais do Programa de Ajuste Fiscal e o controle da despesa de custeio, de pessoal e outros gastos.
Cabe lembrar que somos o Estado mais endividado do Brasil e o atual governo vai elevar este endividamento ao limite estabelecido pela Secretaria do Tesouro Nacional. Ao contrário do que diz o governador este é um modelo de gestão de governo e não de Estado, pois além de engessar os próximos governos a conta será paga por muito além de seu governo
Os gaúchos sabem que o RS tem sérias limitações financeiras, o rombo previdenciário gaúcho é gigantesco, a aplicação dos 12% da RCL em saúde é sempre complementada seja pelo saneamento, seja pelo IPE, além da impossibilidade de cumprir com o piso do magistério no atual plano de carreira.
Governador existe sim problemas oriundos da falta de recursos em nosso Estado, os empréstimos e os recursos da CEE são soluções conjunturais e não estruturais. O que vamos fazer depois de gastar estes recursos? Como ampliar os investimentos com recursos próprios cumprindo com as vinculações constitucionais?

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Luciano