...felizmente até o presente momento estamos isentos deste tipo de catástrofe, que nos últimos anos, tem sido recorrente mundo afora. Muitos acreditam que Deus é brasileiro ou pelo menos abençoado por ele.
Não questiono a nacionalidade do Senhor e também não duvido de sua benção. Entretanto, reservada as proporcionalidades, nós gaúchos, periodicamente também sofremos com os efeitos da mãe natureza.
Assim é a situação das estiagens em nosso Estado, embora o município de Camaquã seja abençoado por ter um sistema de reservação de água exemplar, o fato é que, a grande maioria dos municípios do nosso Estado não dispõe.
O que chama atenção é que as estiagens não é o resultado de um evento isolado e inesperado. Pelo contrário, manifesta-se com certa previsibilidade e vem acarretando um impressionante acúmulo de perdas na geração da renda estadual.
As drásticas oscilações nos níveis de precipitações pluviométricas no Estado estão associadas aos fenômenos do El Niño e La Niña. Segundo dados da Embrapa, de 1900 a 2004 tivemos 51 anos de incidências de um ou outro fenômeno meteorológico.
Chama atenção também a distribuição da freqüência dos fenômenos: uma média de cinco a cada intervalo de 10 anos, portanto, o problema das secas no Rio Grande do Sul é antigo, crônico e relativamente previsível!
No mês de março deste ano a Fundação de Economia e Estatística do Estado publicou em sua Carta de Conjuntura o impacto econômico da redução considerável da produção agrícola na safra de verão gaúcha. O estudo apontou que, diante do que se previa colher, houve uma queda de R$2,9 bilhões, assim distribuídos: Soja, 55,24%, milho, 34,14%, arroz, 10,3% e feijão 0,25%. Entre as causas desta queda estão o preço médio dos produtos e a quebra da safra em função das estiagens.
Os reflexos sociais são como os tsunamis seus efeitos só ocorre após o terremoto, no caso, as estiagens. A diferença basal é que, no nosso caso, as estiagens são previsíveis.
É uma pena que o atual executivo estadual tenha destituído a Secretaria de Irrigação e Uso Múltiplos da Água. A solução para o problema ora em voga, necessariamente passa pela prevenção, através de investimentos em infraestrutura de irrigação efetiva, incluindo fornecimento adequado de energia elétrica, construção de açudes, cisternas, poços, barragens, agilidade na concessão de licenciamentos ambientais, diminuição da tributação, além da qualificação do produtor.
Se não prevenir não adianta rezar!
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Luciano