O governo que iniciou em 2011, formou um déficit orçamentário próximo a meio bilhão de reais, reduzindo o superávit primário para menos de R$ 1,5 bilhão. Enquanto a receita corrente líquida (receita que efetivamente pertence ao Estado) cresceu 1,4% (real), enquanto a maior despesa, a com pessoal, cresceu 5,3% (real). Isso explica em grande parte o déficit orçamentário verificado.
O maior problema para os anos seguintes será o crescimento da despesa com pessoal, tendo em vista a pressão das corporações, animadas que foram pelas promessas de campanha, e o aumento da despesa com saúde, em decorrência da regulamentação da Emenda 29/2000, que, na prática, comprometerá 15 ou 16% da receita líquida de impostos e transferências, pela impossibilidade de incluir itens antes considerados.
Mesmo que a vinculação total com saúde não seja executada, deverá constar como dotação nos orçamentos, que voltarão a ser deficitários, devendo contar com o retorno das receitas fictícias para seu fechamento.
E entre as pressões referidas, a principal será a dos professores, que reivindicam o piso nacional que, sem mexer nos multiplicadores do plano, será impossível de cumpri-lo. O resultado disso será o crescimento do passivo trabalhista do Estado, que resultará em mais precatórios judiciais e, ainda, num enorme déficit orçamentário. Até 2014 poderá dobrar a dívida do Estado com precatórios judiciais, em decorrência desse fato.
O próximo governo receberá o Estado na ilegalidade e com grande déficit, com margem para investimentos negativa e com o limite de endividamento estourado, limite esse que havia ficado positivo a partir de 2008. E, ainda, com o principal crédito do Estado junto à União ( o da CEEE) já recebido e gasto.
Fonte: modificado de Contas estaduais de 2011. : http://darcyfrancisco.blogspot.com/2012/03/contas-estaduais-de-2011.html
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