segunda-feira, 28 de maio de 2012

MAIS UMA DÉCADA PERDIDA?

Um dos grandes debates em Ciências Econômicas gira em torno da relação crescimento vesrsus desenvolvimento. Geralmente as pessoas acabam confundindo estes dois conceitos, que embora, possam ter correlação significativa, não significa que "necessariamente" tenham.

Num contexto geral crescimento leva em conta o desempenho econômico que é medido pelo Produto Interno Bruto – PIB. Já o desenvolvimento leva em conta outras dimensões como a expectativa de vida, o nível educacional e a renda da população que são condensados no Índice de Desenvolvimento Humano – IDH.

Em relação ao crescimento econômico podemos dizer que no fim de 2011, o Brasil passou a ser a 6ª maior economia do mundo. Considerando o PIB, a sua frente estão: EUA, China, Japão, Alemanhã e França. Cabe lembrar que, embora o Brasil tenha ultrapassado o PIB da Grã-Bretanha, o fato é que os brasileiros, no ritmo em que estão, levarão aproximadamente 20 anos para ter o padrão de vida europeu. Logo quantidade não é qualidade.

Outra análise interessante é quando consideramos a qualidade de vida do brasileiro. Nosso IDH, de acordo com o Relatório das Nações Unidas de 2011, melhorou em relação ao ano anterior, assim passamos da 85ª para 84ª posição entre 187 países análisados. Há quem festeje o fato de estarmos na 84ª posição.

Muitos acreditam que estamos vivendo um momento de euforia econômica. Nosso país ampliou a classe média, temos uma nova classe "C", são milhões de cidadãos entrando no mercado de consumo. Entretanto, deve ficar claro que, se não houvesse estabilidade ecônomica, isso não seria possível. A estabilidade de preços foi o maior avanço da nossa economia nas últimas décadas. O êxito do Plano Real, liderado por Fernando Henrique Cardoso, foi imprensindível para nosso crescimento e distribuição de renda.

Também importante foi a manutenção do Plano Real ao longo da gestão petista. O presidente Lula foi habilidozo ao dar continuidade as diretrizes estratégicas do governo FHC, através de programas sociais, como o luz no campo que reduziu a mortalidade infantil e o bolsa escola que virou o bolsa família.

Em relação as variáveis macroeconomicas o governo petista também manteve as diretrizes do Plano Real. Entretanto pecou no time de redução dos juros e do câmbio valorizado. Até hoje, passado quase dez anos de governo petista, ainda lideramos o ranking da maior taxa de juros do mundo.

Em relação ao câmbio ainda estamos observando o impacto chinês sobre nossas indústrias. E não vamos longe, na serra gaúcha, ao invés de malharias temos importadoras, são containers entrando via Porto do Rio Grande e escoando a produção chinesa no frio gaúcho. O câmbio também atinge a pequena industria a produção familiar.

Devemos lembrar também que a desigualdade social no Brasil continua sendo um problema grave e fortalece os níveis de criminalidade e insegurança. Aliás, de acordo com a Organizações das Nações Unidas, em termos absolutos, o Brasil possui o maior número de homicídios do mundo.

De acordo a ONU que utiliza dados do Ministério da Justiça, em 2009 foram assassinadas no Brasil 43.909 pessoas. No Rio Grande do Sul mais de 90% dos municípios (453) possuem população inferior ao total de homicídios ocorridos no país, ou seja, a cada ano que passa desaparece o equivalente a uma São Lourenço do Sul. Entre as principais causas estão o tráfico, a falta de dinheiro e a impunidade.

Outro indicador que também merece uma análise trata da percepção sobre a corrupção. Este indicador desenvolvido pela ONG Transparency International, mostra que o Brasil em 2010 esta na 69º posição entre as nações menos corruptas e considerando apenas os países que compõem as Américas o Brasil está entre os 10 primeiros mais corruptos. A corrupção no Brasil é um problema crônico, quase previsível, onde apenas a troca do comando de uma determinada pasta não inibe a sua ocorrencia. A faxina tem que ser feita de forma efetiva, com a respectiva punição.

Após nove anos de gestão petista, a única reforma efetivamente realizada foi a ortográfica. Mesmo com maioria no congresso e uma base plural o governo não enfrentou o desgaste necessário para promover a reforma fiscal e eleitoral. Dezoito anos após a implantação do Plano Real, ainda vivemos com o custo Brasil sob nossos ombros. O excesso de burocracia, a falta de logística, os impostos regressivos mais altos do mundo, sem contrapartida a rrespectiva contrapartida fazem do cidadão brasileiro um verdadeiro guerreiro.

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