terça-feira, 19 de junho de 2012

ELEIÇÕES 2012 EM CAMAQUÃ


Aproxima-se o pleito municipal. Os partidos se organizam para atender questões políticas, jurídicas e técnicas. No frenesi das alianças partidárias discutem-se ideologias, espaços e plataforma de governo. É um momento tenso, forma-se um casamento que tem data para a celebração e, não necessariamente, para a separação. Como é de praxe, os acertos acabam com o tempo, novas alianças são feitas, novos projetos são propostos e, em alguns casos, a ideologia fica em segunda plano.
Uma das questões que bate muito em cada período eleitoral, e que praticamente virou moda, é o discurso do novo em detrimento do velho. Não faltarão nestas eleições discursos do tipo: - Chega dos mesmos. Agora é o novo. Um novo tempo, novas idéias...
Discurso à parte, o que de fato interessa são as propostas de cada candidato e, claro, a capacidade do mesmo para executá-las. Lembramos que para isso é necessário governabilidade. Como as grandes realizações do Executivo dependem da aprovação do Legislativo, é importante também que o governo tenha a maioria dos vereadores. Política é uma arte, é o abstrato materializando políticas públicas.
Mas o que o eleitor camaquense pode esperar dos próximos candidatos nesta eleição? Para responder isso é importante que o eleitor conheça seu município e tenha informações corretas sobre a execução da política pública municipal.
Diferentemente do que muita gente pensa, Camaquã é um município com maior potencial para crescimento no Estado, próximo de um dos maiores mercados consumidores do Brasil, que é a Região Metropolitanda de Porto Alegre, localizado no ponto médio entre o Porto do Rio Grande e a capital e à margem de uma BR que está em processo de duplicação, além de uma exuberante capacidade de reservação de água.
Mas não basta termos vantagens competitivas oriundas da benevolência geográfica e hídrica, temos que continuar tendo atitude, para atrair mais investimentos e reduzir os entraves do desenvolvimento. É característico de nosso município períodos de alto crescimento interrompidos por períodos de crescimento negativo. Nossa economia oscila de acordo com a volatilidade do preço das commodities e com a frequência das estiagens.
Dentre os 496 municípios gaúchos, Camaquã tem o 15º maior PIB agropecuário, entretanto, somos o 174º colocado no ranking do PIB per capita. Temos uma população predominantemente urbana 78,6%, cujo rendimento mensal domiciliar per capita é de R$ 641,00, enquanto no meio rural é de R$ 416,00, ou seja, no campo o trabalhador recebe 35% menos do que recebe o trabalhador urbano.
Ainda sobre a questão renda, notamos que o homem camaquense tem um rendimento mensal médio de R$1.160,00 enquanto o rendimento da mulher é de R$813,00, ou seja, 30% menos do que recebem os homens. Esta diferença aumenta quando consideramos a raça.
Em relação à renda dos menos abastados, e de acordo com os dados do Ministério do Desenvolvimento Social, Camaquã recebe por mês, cerca de R$ 353 mil para subsidiar 3.157 famílias que recebem bolsa família, representando uma cobertura de 44% das famílias pobre no município.
Renda e crescimento são apenas duas faces da mesma moeda, entretanto a sua complexidade nos remete a um conjunto de políticas públicas articuladas em três esferas: municipal, estadual e federal. Não basta termos vantagens competitivas e capacidade técnica, temos que incorporar nestas duas variáveis a capacidade para articular as políticas públicas.

Um comentário:

  1. Camaquã - investimento em saúde gestão 2005-2008 ficou em 412º lugar no RS
    Camaquã - investimento em saúde gestão 2009-2011 encontra-se em 455º lugar.

    Fonte:Tribunal de Contas do Estado (dados) e Tribunal Superior Eleitoral (candidatos)

    Segundo a lei federal 8.080/90 .."os níveis de saúde da população expressam a organização social e econômica do País". Se fôssemos extrapolar para o nível municipal Camaquã tem o 15º maior PIB porém sua saúde é a 455º o que nos remete a crer que a distribuição de renda é péssima, ou seja este dinheiro esta na mãe de poucos Coronéis, que não largam do poder e não tem interesse na equidade e políticas sociais.

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Luciano