Desde que me conheço por gente, ouço que as três prioridades do setor público são: Saúde, educação e segurança - nesta ordem. É engraçado que a maior empresa de comunicação do Sul do País tem como "nova bandeira" a educação. Bah, este tema é antigo, crônico e cheio de soluções. Aliás, convido ao leitor assistir o horário eleitoral, praticamente todos os candidatos darão soluções para a educação.
É ironico e ao mesmo tempo lamentável que somente agora, após o resultado do desempenho do IDEB a educação vire bandeira. Aparentemente a educação passou a ser bandeira no momento em que o Governador Tarso Genro, na época Ministro da Justiça, assinou a Lei Federal 11.738 (piso do magistério), mas só aparentemente, pois enquanto governador, virou de costas para a Lei.
Cabe salientar que ao mesmo tempo em que o governador Tarso não paga o piso, ele gera um passivo trabalhista estimado em R$9 bilhões, o que elevará ainda mais a dívida do nosso esfarrapado Estado.
Não é à toa que o Rio Grande do Sul tem o pior resultado em educação no Sul do Brasil. Na quarta publicação do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) desde 2005, o Estado não alcançou metas que haviam sido estabelecidas para 2011, principalmente no Ensino Médio.
Depois de desempacar do Ideb de 3,7, repetido em 2005 e 2007, para os 3,9 de 2009, o índice do Ensino Médio no Estado voltou ao patamar de seis anos atrás, os mesmos 3,7. Com isso, a meta planejada pelo Ministério da Educação para o Ensino Médio gaúcho ficou por terra. Deveria ter sido 4.
De acordo com o professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e sociólogo Marcio da Costa, este resultado é explicado, em parte, pelo baixo investimento na àrea. Entretanto, outros fatores merecem atenção, como o currículo defasado e pelos embates entre governo e professores.
Cabe salientar que os investimentos em obras escolares e equipamentos da rede pública estadual caíram de R$ 73,5 milhões, em 2010, para R$ 58,1 no primeiro ano do governo Tarso. “Os recursos destinados a área da Educação vinham em ascensão entre 2007 e 2010. Nos dois últimos anos caíram 21%. Isso, sem dúvida, afetou a infraestrutura escolar e, consequentemente, o rendimento dos professores e alunos das nossas escolas”, avaliou.
Por outro lado, aquele que não cumpre o Piso tem a disposição de implementar 13º para seus Secretários de Estado, aumentar o número de cargos em confiança e aumentar o valor pago para as Funções Gratificadas e Cargos de Confiança que ultrapassa a quantia de R$40 milhões ao ano.
Enquanto a educação for vista meramente como gasto dificilmente teremos resuldados melhores. A educação não é gasto, é investimento e o gestor público, deve de fato priorizar recursos para valorização, capacitação e ao mesmo tempo, cobrar resultados.

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Luciano