BASE
GOVERNISTA DE DILMA DORME NO PONTO E OPOSIÇÃO APROVA PROJETO QUE
REDISTRIBUI ROYALTIES DO PETRÓLEO
O Plenário aprovou nesta
terça-feira (6), por 286 votos a 124, o Projeto de Lei 2565/11,
do Senado, que redistribui os royalties do petróleo para beneficiar
estados e municípios não produtores. As mudanças atingem tanto o
petróleo explorado por contratos de concessão quanto aquele que
será extraído sob o regime de partilha. A matéria será enviada à
sanção presidencial.
O texto original do Senado foi
votado depois de o Plenário aprovar, em placar apertado (220 votos a
211), um pedido de preferência, descartando o substitutivo do
relator, deputado Carlos Zarattini (PT-SP).
Desta forma, fica preservado os
ganhos de maneira mais equilibrada entre produtores e não
produtores. Ou seja, a riqueza é de todos os brasileiros e ela foi
mais bem distribuída no projeto que veio do Senado” e diferente do
que havia sido proposto pela base governista.
APLICAÇÃO DIRECIONADA
Este
foi um dos pontos críticos, alguns deputados acreditavam que os
recursos oriundos dos royalties deveriam ter uso exclusivo para a
educação, entretanto a proposta do Senado permite o
uso dos recursos do petróleo que forem destinados aos fundos
especiais nos seguintes setores: infraestrutura, educação, saúde,
segurança, erradicação da miséria, cultura, esporte, pesquisa,
ciência e tecnologia, defesa civil, meio ambiente, mitigação das
mudanças climáticas e tratamento de dependentes químicos.
Para
distribuir os recursos a estados e municípios não produtores, o
projeto cria dois fundos especiais, um para estados e o Distrito
Federal e outro para municípios e o Distrito Federal. O DF
participa de um e de outro porque tem atribuições de ambos os
entes federados.
Os novos recursos serão
distribuídos entre os governos estaduais e entre os governos
municipais segundo os critérios dos fundos de participação dos
estados (FPE) e dos municípios (FPM), respectivamente.
Cada um dos fundos contará, a
partir de 2013, com 21% dos recursos do petróleo explorado na
plataforma continental. Em 2019, o índice passa a 27%.
Em razão dessa redistribuição,
os estados produtores passarão dos 26,25% atuais para 20%. Os
mesmos percentuais servem para os municípios produtores. Já os
municípios onde ocorrem embarque e desembarque do petróleo
diminuem sua participação de 8,75% para 3%.
Os royalties sobre a produção vinda da
plataforma continental serão distribuídos com os
seguintes percentuais:
- União: 22%
- Estados produtores: 22%
- Municípios produtores: 5%
- Municípios afetados pelo embarque e desembarque: 2%
- Fundo de todos os estados: 24,5%
- Fundo de todos os municípios: 24,5%
Sobre o petróleo do continente,
a distribuição será:
- União: 15%
- Estados produtores: 20%
- Municípios produtores: 10%
- Municípios afetados pelo embarque e desembarque: 5%
- Fundo de todos os estados: 25%
- Fundo de todos os municípios: 25%
De
acordo com o Censo 2010 o Brasil possui 5.565 municípios.
PRODUÇÃO FUTURA
Estimativas da Empresa de Pesquisa
Energética (EPE) projetam que, em 2020, a produção de petróleo
atingirá cerca de 5,8 milhões de barris por dia.
Traduzida em números pelo
Ministério de Minas e Energia, essa produção deve gerar receitas
de royalties e de participação especial – referentes a áreas
situadas no mar – de R$ 54,5 bilhões naquele ano.
A conta considera uma visão
conservadora do preço do barril igual a 90,6 dólares e taxa de
câmbio de R$ 1,70/US$. Nesse cenário, a renda do petróleo, que
foi de R$ 25,6 bilhões em 2011, aumentaria para cerca de R$ 60
bilhões em 2020, considerada a contribuição de áreas terrestres.

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Luciano