segunda-feira, 19 de novembro de 2012

É OPORTUNO.


Escrevi o artigo abaixo faz uns 8 anos, foi públicado no Jornal - A Visão.

O Fumo Mata...
...ignorância, corrupção, homicídio, falta de perspectiva, trânsito e o tráfico também. O Brasil está repleto de fatores que aumentam as estatísticas de mortes não naturais.
Em qualquer cidade brasileira que se vá hoje, encontramos uma série de vendedores ambulantes, vendendo bugigangas chinesas. O mercado informal hoje é a forma que muitas famílias encontram de subsistir. Este tipo de mercado não gera nenhum tipo de garantia formal ao trabalhador e muito menos gera renda ao Estado. Além disso, o mercado informal concorre com os comerciantes e indústrias nacionais que pagam impostos.
Entretanto, o que se tem feito para reverter esta situação? Usar a força impedindo com que tais ambulantes ganhem seu sustento não adianta! Poderíamos estar criando uma massa ociosa que irá encontrar no mundo do crime uma alternativa. Na verdade a solução está numa proposta consistente de geração de emprego formal, onde o trabalhador terá seus direitos garantidos por lei e com condições mínimas de trabalho.
A falta habilidade política para resolver problemas sociais no Brasil é notório. Como no caso da famigerada Convenção-Quadro que os Camaqüenses tiveram a oportunidade de acompanhar.
Em relação a esta Convenção a questão não reside propriamente na saúde muito menos nos supostos interesses obscuros das grandes multinacionais ou das grandes potências. O fato é que existe em torno de 236 mil famílias de pequenos agricultores envolvido neste processo.
A indústria de fumo hoje gera cerca de 2.4 milhões de emprego. O que fazer com eles? Esqueçam AFUBRA, Organização Mundial da Saúde e os EUA, o assunto ora em voga é renda, trabalho, sustento.
O sul hoje representa 96% da produção nacional (850 mil toneladas), com destaque para o Rio Grande do Sul 50% e Santa Catarina 34%. Ou seja, o problema é nosso, sim! Fumante ou não!
Todo fumante que tem o mínimo de consciência gostaria de parar de fumar, assim como qualquer plantador de fumo aceitaria mudar de cultura se caso houvesse uma alternativa melhor. Afinal de contas quem quer perder saúde ou renda?
Mas como confiar em alternativas se nem mesmo os cultivos tradicionais no Brasil conseguem arcar com seus custos? Enquanto os países ricos esbanjam subsídios aos seus agricultores.
Então façamos um trato, os países desenvolvidos deixam de subsidiar suas produções agrícolas e nós aderimos à ratificação. Afinal de contas subsídios nos países ricos favorecem a miséria dos países pobres, e a pobreza ajuda a desenvolver doenças endêmicas... Questão de saúde também!
Vivemos a era das crises das instituições, mesmo contrariado pela ONU os EUA invadiram o Iraque, mesmo com o incentivo da Organização Mundial do Comércio (OMC) para a assinatura do Tratado de Quioto (diminuição de poluentes na atmosfera) os EUA não aderiram.
Parece que o brasileiro descobriu uma maneira nova de fazer política econômica e o lema é: Não produza! Para ajudar o governo eleva a taxa de juros, adota uma carga tributária ostensiva, aumenta o superávit primário, diz não ao cultivo de fumo sem dar alternativa concreta e até mesmo o referendo. O Rio Grande do Sul que se benza.
Se tal ratificação vier à tona teremos o desemprego rondando cerca de 2,4 milhões trabalhadores, além disso, o êxodo rural poderá trazer para as cidades quem sabe futuros vendedores, ambulantes nas praças das cidades gaúchas com suas bugigangas escrito Made in China. Bom, melhor do que futuros marginais.

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Luciano