Sobre o
balanço do PAC apresentado ontem pelo governo federal o governo
sustenta que 40% do Programa de Aceleração do Crescimento já foi
executado, equivalendo a R$ 386 bilhões investidos em obras. Dentro
desta ótica, 84% dos empreendimentos caminham adequadamente.
Na conta
oficial, estão lançados investimentos privados, gastos de estatais
e, principalmente, financiamentos habitacionais, que funcionam como o
fermento do bolo.
Um terço do
valor total aplicado (R$ 129,7 bilhões) equivale a dinheiro que os
brasileiros tomaram emprestado em banco para comprar uma moradia: não
importa se nova, usada ou reformada, entra tudo como "investimento"
na planilha do governo. Importa menos ainda se os valores terão que
ser pagos de volta aos financiadores...
Entram
também as constantes postergações de prazo das obras. Tem
empreendimento que era para estar pronto há dois anos, como as
refinarias da Petrobras no Rio e em Pernambuco, mas continua com
evolução "adequada" na visão do governo.
O PAC foi
lançado em janeiro de 2007 e está, portanto, prestes a completar
seis anos de existência. Em todos estes anos, o percentual
efetivamente pago no próprio exercício mal ultrapassou 31% da
dotação prevista no respectivo Orçamento Geral da União (OGU).
Levantamento
feito pela Assessoria de Orçamento da Liderança do PSDB na Câmara
mostra, por exemplo, que, dos R$ 16,6 bilhões destinados ao PAC no
OGU de 2007, 30% ainda carecem de pagamento quase seis anos depois.
De uma
dotação de R$ 181 bilhões acumulada desde 2007, 61% (equivalentes
a R$ 110 bilhões) foram efetivamente pagos até o último dia 31 de
outubro. Isto significa que, considerados os últimos seis orçamentos
da União, valor equivalente à dotação de aproximadamente dois
anos (R$ 71 bilhões) continua esterilizado, guardado nos cofres do
Tesouro.
Para 2012, a
previsão era investir R$ 44,2 bilhões, mas até o início deste mês
somente 19% haviam sido efetivamente aplicados. Do que já foi pago
neste ano, 68% são restos a pagar provenientes de orçamentos
anteriores, volume inédito. Segundo o Valor
Econômico, de 651 ações previstas no PAC, 310 não tiveram
nada executado neste ano.
A execução
orçamentária no segundo ano da gestão Dilma consegue ser pior que
a do primeiro, destaca a Folha.
Órgão cruciais para "destravar o crescimento" - o
objetivo original do PAC - têm desempenho medonho. No Dnit, só R$ 2
bilhões de um total de R$ 12,7 bilhões foram pagos até agora; na
Valec, apenas R$ 332 milhões de um montante de R$ 2,2 bilhões; no
Ministério das Cidades, R$ 2,9 bilhões de uma dotação de R$ 15,8
bilhões.
Fonte:
Instituto Teotônio Vilela
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Luciano