De fato é muito triste para
todos, mas, sobretudo para os familiares e amigos das vítimas da tragédia
ocorrida em Santa Maria. O que tudo indica é que no momento em o fogo se
alastrou sucessivos erros, contribuíram para que o incêndio tivesse a dimensão
que teve.
Entretanto, se houveram falhas no
momento do ocorrido, houve também falhas prévias, falhas de fiscalização por
parte do poder público, seja da esfera municipal, seja da esfera estadual. O
prefeito em virtude da emissão do alvará e o governador em virtude do corpo de
bombeiros.
Quase sempre as tragédias são
distintas por dois momentos específicos: o primeiro é regido pela
solidariedade, compaixão, tristeza e fraternidade; o segundo é regido pela
raiva, discórdia e egoísmo. O primeiro momento é quando se socorrem e enterram
as vítimas o segundo é onde se buscam os culpados.
Muito provavelmente veremos pela
frente um octógono entre a banda, o dono da boate, o prefeito municipal e o
representante do executivo estadual. A banda porque utilizou os fogos, o dono
da boate por diversos fatos e os representantes dos executivos porque não
fiscalizaram com o vigor necessário para evitar a tragédia.
Todos estão tristes, não tenho
dúvida, mas em algum momento alguém terá que pagar por isso e como esta será
uma ação com grande comoção pública, a decisão do juiz será avaliada por todos
nós,, logo, a justiça terá que ser feita.
E o Estado deverá indenizar? Onde
está a responsabilidade objetiva do Estado? Lembrem que existe um elo que liga
as mortes com os “atos administrativos”.
Mas vamos pensar o seguinte,
foram apreendidos os bens do dono da boate, e que acredito eu, não deve pagar
nem os danos morais dos sobreviventes. Quem pagará o resto?
Qualquer pessoa de bom senso sabe
que a prisão do culpado ou a indenização não substitui uma vida, mas é a forma
que temos neste plano de atenuar a dor. Para prender basta uma decisão do
favorável juiz após o julgamento, mas caso haja o entendimento da indenização
será preciso fontes de recursos, e esta pelo que vejo, só o município e/ou
estado poderão arcar, logo, nós pagaremos também.
Na verdade tudo isso poderia ter
sido evitado, não é o caso de pagarmos ou não, e sim do poder público cumprir
com o seu papel.
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Luciano