Nesta segunda-feira (11), foi anunciado pela Fundação de Economia e Estatística do Estado do Rio Grande do Sul o desempenho da economia gaúcha em 2012. O indicador utilizado foi o Produto Interno Bruto, que mede o volume de produção de bens e serviços.
O resultado do PIB gaúcho em 2012 ficou em R$296,3 bilhões, apresentando uma queda de 1,8% em relação a 2011. Esta queda representa um montante de R$5 bilhões a menos na produção gaúcha. Cabe lembrar que o resultado do desempenho econômico do Brasil, embora positivo, foi péssimo, crescemos apenas 0,8%. Alguns especialistas afirmam que para termos um desempenho razoável deveríamos apresentar um crescimento superior a 5%.
O setor
que puxou para baixo o desempenho da economia gaúcha foi a agropecuária, com uma queda de 27,6%, onde a soja apresentou uma quebra de 49,3%, o milho 45,3% e o arroz 14%. Considerando o âmbito nacional, também houve queda de 0,8, ou seja nosso resultado foi extremamente inferior ao nacional.
Segundo analistas
da Fundação, a estiagem é o grande vilão do péssimo desempenho da economia gaúcha. Bem, ao que indica, mais uma vez estamos crescendo menos que o Brasil em virtude da sazonalidade das estiagens.
Só há
uma maneira de mudar o desempenho cíclico da economia gaúcha que é através de mudanças estruturais, com um conjunto de políticas públicas de estado e não de governo. Priorizar a irrigação é sim uma solução.
O desempenho
da índústria gaúcha também apresentou resultado negativo, assim como o desempenho da indústria brasileira. Dentro deste setor o segmento Transformação obteve um resultado negativo de 4,5%, já a construção civil teve crescimento de 2,3%.
Se o
Rio Grande do Sul apresentou um desempenho econômico declinante em 2012, o resultado Brasileiro também não ficou muito diferente se comparado com países emergentes.
Desempenho da Economia Brasileira Frente aos Países Emergentes
De um
modo geral e considerando a renda percapita gaúcha de R$27 mil, podemos dizer que cada um de nós deixou de ganhar em 2012 aproximadamente R$600,00.
Para o
Rio Grande voltar a crescer, é preciso vontade política e fundamentalmente investimento nos
setores produtivos como a agropecuária que é o setor com maior encadeamento econômico. Está certo que políticas de transferência de renda seja ótimo, mas não podemos descuidar do setor produtivo sob pena de não haver mais renda para distribuir.
Cabe lembrar
que ainda temos uma taxa de desemprego baixa, mas se este quadro persistir, a crise baterá na porta da classe média e daí meu amigo, os mais preparados sobreviverão.




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Luciano