sexta-feira, 7 de junho de 2013

FHC -DESENVOLVIMENTO E O COMÉRCIO EXTERIOR


           A política comercial, passou por duas fases distintas. A primeira foi a de abertura comercial do mercado interno às importações. A segunda é marcada pela prioridade dada às exportações.
A abertura às importações foi um dos instrumentos de controle de preços e do êxito do Plano Real. A maior penetração de bens importados propiciou o aumento da concorrência e a queda dos preços internos. Em 1993, nossa tarifa média de importação era 16,5%. Em 1995, com a entrada em vigor da Tarifa Externa Comum no âmbito do Mercosul, a média foi reduzida para 12,5%., chegando a 11,8%.
O choque de competitividade provocado pela desgravação tarifária, além de propiciar o controle da inflação, favoreceu o aumento da produtividade. As empresas brasileiras tiveram que se modernizar e se tornar mais eficientes para competir com produtos importados. Como resultado desse esforço, a produtividade da indústria cresceu, de 1992 a 2001, a uma taxa média de 5,7 % ao ano e como conseqüência disso, nossa indústria passou a ter força para competir no mercado internacional.
A abertura da economia trouxe, ainda, um volume crescente de investimentos externos. Mais de cem bilhões de dólares ingressaram no Brasil no âmbito do processo de privatização. Mais do que isso, nos últimos quatro anos, o Brasil foi o segundo país em desenvolvimento – depois da China – a receber investimentos diretos.
         Se a primeira fase da integração do Brasil à economia mundial deu-se sob o impulso das importações e dos investimentos diretos, em seguida a ênfase se deslocou, progressivamente, para as exportações e para a internacionalização da empresa brasileira. Era preciso exportar cada vez mais para reduzir o déficit em conta corrente, o que contribuirá para a redução do Risco Brasil e da taxa de juros, permitindo, portanto, gerar mais crescimento.

       Nesta segunda fase a Balança Comercial brasileira começou a apresentar resultados positivos. Não se tratou apenas, de exportar mais, mas sim de exportar melhor, com maior agregação de valor. O aumento da competitividade significa, antes de tudo, a adoção de políticas macroeconômicas adequadas. Mas requer, também, políticas setoriais para melhorar a qualidade, a incorporação tecnológica, o design, o marketing, o ingresso nos canais de distribuição, o aumento da agregação de valor.
Em suma, uma agressiva política de promoção de exportações e uma política industrial.


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Luciano