A política comercial,
passou por duas fases distintas. A primeira foi a de abertura comercial do
mercado interno às importações. A segunda é marcada pela prioridade dada às exportações.
A abertura às
importações foi um dos instrumentos de controle de preços e do êxito do Plano
Real. A maior penetração de bens importados propiciou o aumento da concorrência
e a queda dos preços internos. Em 1993, nossa tarifa média de importação era
16,5%. Em 1995, com a entrada em vigor da Tarifa Externa Comum no âmbito do
Mercosul, a média foi reduzida para 12,5%., chegando a 11,8%.
O choque de competitividade provocado pela desgravação tarifária, além
de propiciar o controle da inflação, favoreceu o aumento da produtividade. As empresas brasileiras tiveram que se
modernizar e se tornar mais eficientes para competir com produtos importados.
Como resultado desse esforço, a produtividade da indústria cresceu, de 1992 a
2001, a uma taxa média de 5,7 % ao ano e como conseqüência disso, nossa
indústria passou a ter força para competir no mercado internacional.
A abertura da economia trouxe, ainda, um volume crescente de
investimentos externos. Mais de cem bilhões de dólares ingressaram no Brasil no
âmbito do processo de privatização. Mais do que isso, nos últimos quatro anos,
o Brasil foi o segundo país em desenvolvimento – depois da China – a receber
investimentos diretos.
Se a primeira fase da integração do Brasil à economia mundial deu-se sob
o impulso das importações e dos investimentos diretos, em seguida a ênfase se
deslocou, progressivamente, para as exportações e para a internacionalização da
empresa brasileira. Era preciso exportar cada vez mais para reduzir o déficit
em conta corrente, o que contribuirá para a redução do Risco Brasil e da taxa
de juros, permitindo, portanto, gerar mais crescimento.
Nesta segunda fase a Balança Comercial brasileira começou a apresentar
resultados positivos. Não se tratou apenas, de exportar mais, mas sim de
exportar melhor, com maior agregação de valor. O aumento da competitividade
significa, antes de tudo, a adoção de políticas macroeconômicas adequadas. Mas
requer, também, políticas setoriais para melhorar a qualidade, a incorporação
tecnológica, o design, o marketing, o ingresso nos canais de distribuição, o
aumento da agregação de valor.
Em suma, uma agressiva política de promoção
de exportações e uma política industrial.


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Luciano