sexta-feira, 23 de maio de 2014

O TRABALHADOR GAÚCHO PAGA A CESTA BÁSICA MAIS CARA DO BRASIL

O QUE É CESTA BÁSICA: é o nome dado a um conjunto formado por produtos utilizados por uma família durante um mês. Este conjunto, em geral, possui gêneros alimentícios, produtos de higiene pessoal e limpeza.

QUEM CALCULA O VALOR DA CESTA BÁSICA: No Brasil, o DIEESE utiliza a Cesta Básica Nacional, ou Ração Essencial Mínima.

PRODUTOS QUE COMPÕE A CESTA BÁSICA: É composta de treze gêneros alimentícios.  Os produtos desta cesta básica são:
1.       Carne
2.       Leite
3.       Feijão
4.       Arroz
5.       Farinha
6.       Batata
7.       Tomate
8.       Pão Francês ou de Forma
9.       Café em Pó
10.    Açúcar
11.    Óleo ou banha
12.    Manteiga
13.    Frutas/Banana / Maçã

PARA QUE SERVE O CÁLCULO DA CESTA BÁSICA: Serve para medir se o poder de compra do salário mínimo consegue suprir as necessidades alimentares básicas de uma pessoa durante um mês". Além de não ser um banquete, a cesta é fraca em certos nutrientes: ela não atende plenamente às necessidades de vitaminas e minerais, encontrados em frutas, verduras e legumes.


DIEESE EM 08 MAIO DE 2014

No levantamento feito em 18 estados brasileiros, pelo DIEESE, no mês de maio, mostra que a capital gaúcha o trabalhador paga mais caro pela cesta básica. O estudo aponta o aumento contínuo dos preços em praticamente todas as regiões, entretanto Porto Alegre foi a capital onde se apurou o maior valor para a cesta básica (R$ 359,37).

Na sequência aparecem São Paulo (R$ 357,85), Florianópolis (R$ 351,66) e Vitória (R$ 351,27). Os menores valores médios foram observados em Aracaju (R$ 238,04), João Pessoa (R$270,15) e Salvador (R$ 274,38).

CAPITAL GAÚCHA LIDERA AUMENTOS

Em doze meses - entre maio de 2013 e abril último, doze cidades tiveram variações  positivas, com destaque para Porto Alegre (15,08%), Curitiba (13,16%) e  Florianópolis (12,92%). As retrações ocorreram  em Manaus (-8,83%), João Pessoa (-7,15%),  Aracaju (-3,91%), Recife (-3,24%), Natal (-1,40%) e Fortaleza (-0,91%). 

 CESTA BÁSICA X SALÁRIO MÍNIMO

Em abril, para comprar os gêneros alimentícios essenciais, o trabalhador remunerado pelo  salário mínimo precisou realizar, na média das 18 capitais pesquisadas, jornada de 95 horas e 36  minutos, tempo superior às 93 horas e 39 minutos exigidas em março. Em relação a abril de 2013, a jornada comprometida no mês passado foi menor, já que naquele mês eram necessárias 98 horas e 05 minutos.

Quando se compara o custo da cesta e o salário mínimo líquido, ou seja, após o desconto referente à Previdência Social, verifica-se que o trabalhador remunerado pelo piso nacional comprometeu, em abril, 47,23% de seus vencimentos para comprar os mesmos produtos que em  março demandavam 46,27%. Em abril de 2013, o comprometimento do salário mínimo líquido  com a compra da cesta equivalia a 48,46%.
 

QUANTO DEVERIA SER O SALÁRIO MÍNIMO PARA CUMPRIR COM O DISPOSITIVO CONSTITUCIONAL

Com base no custo apurado para a cesta de Porto Alegre, e levando em consideração a determinação constitucional que estabelece que o salário mínimo deve ser suficiente para suprir as despesas de um trabalhador e sua família com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, o DIEESE estima mensalmente o valor do salário mínimo necessário. Em abril deste ano, o menor salário necessário deveria ser de R$ 3.019,07, ou seja, 4,17 vezes o mínimo em vigor, de R$ 724,00.
 
COMPARAÇÃO ENTRE CAPITAIS
Capital
Valor da Cesta Básica (R$)
Porcentagem do salário mínimo líquido
Tempo de trabalho
Porto Alegre
359,37
53,95
109h 12min
Aracajú
238,04
35,74
72h 20min
Variação
51%
51%
36h 8min

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