FPM / IPI / RESTOS A PAGAR
A queda da atividade econômica, principalmente a partir do
segundo trimestre, prejudicou a receita dos tributos federais que
servem de base para o FPM, fazendo com que este ano os Municípios
enfrentem uma frustração de receita do FPM de R$
6,9 bilhões.
A reação do Governo Federal, com a intenção de estimular a
economia, agravou ainda mais a frustração de receita das
Prefeituras porque promoveu nova desoneração do IPI,
repetindo a estratégia de incentivo ao consumo utilizada em reação
a crise econômica a partir de 2008. Essa política teve um custo de
R$ 1.458 bilhões para os cofres
municipais em diminuição de repasses do FPM e de R$
155 milhões de redução do IPI-exportação distribuído
aos municípios.
O Executivo Federal também reduziu a CIDE-combustíveis, gerando uma
perda de arrecadação para as prefeituras de R$
595 milhões.
No
ano o FPM acumula R$ 51,3 bilhões
em valores reais, enquanto que no mesmo período do ano passado havia
acumulado R$ 52 bilhões,
ou seja, acumula queda real de
1,4%.
Acumulam-se
hoje no orçamento da União sem pagamento, nada menos que R$
18,2 bilhões de restos a pagar
devidos a Municípios.
Como pesquisa
da CNM apontou, em 45,2% dos
casos são ações já iniciadas
pelas Prefeituras.
Ou seja, são
empenhos realizados pelos Prefeitos já em execução e que não
podem ser cancelados. Nestes casos os administradores locais estão
vendidos porque a legislação
não permite que eles deixem estes restos a pagar para seu sucessor,
o valor do problema é então de R$
8,2 bilhões.
Os restos a
pagar que não são do PAC,
a maior parte, 63,7% (R$11,5
bilhões),
têm um maior risco de não serem executados, porque o Governo
Federal afirma não se responsabilizar.

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Luciano