Artigo vinculado ao Jornal Tribuna Centro Sul dia 03/09
Hélio Pereira Bicudo nascido em Mogi das
Cruzes em 5 de julho de 1922, foi promotor
público, procurador de Justiça, jornalista e editorialista; foi também chefe da
Casa Civil do governo paulista de Carvalho Pinto e chegou a ocupar
interinamente a cadeira do Ministério da Fazenda do presidente João Gourlart em
1963. Como defensor dos direitos humanos, investigou as atividades do Esquadrão da Morte, em São Paulo, no período de
1969 e 70.
Na vida política, foi fundador do PT, em 1981, integrou a 1ª
Diretoria Executiva da Fundação Wilson Pinheiro, fundação de apoio
partidária instituída pelo PT, antecessora da Fundação Perseu Abramo. Foi deputado
federal, e eleito vice-prefeito da cidade de São Paulo na chapa formada com
Marta Suplicy. Pouco antes da reeleição do presidente Lula, Hélio, diante da
crise do mensalão, dólares na cueca e denúncias de Roberto Jeferson, deixa o PT
e se diz decepcionado com o governo petista.
Na época Bicudo afirmou: - Eu acho que você tem um
sistema democrático que está em risco na medida em que a Dilma vencer estas
eleições. Na verdade, ela diz que ela é o Lula e o Lula diz que ela é ele.
Então, quer dizer, você vai entregar nas mãos do Lula à presidência da
República. Isso é o caminho para uma ditadura civil.
No dia 1º de setembro, justamente no dia em que os
presidentes da Associação Brasileira de Imprensa (ABI) e da Ordem dos Advogados
do Brasil (OAB) apresentaram, em 1992, o pedido de impeachment de Fernando
Collor de Mello, Hélio, protocolou o pedido de impeachment da presidente Dilma
no Congresso Nacional. Este é o 17º pedido de afastamento da petista.
Na petição o jurista aponta a "crise
moral" no país, afirma que a Operação Lava Jato revelou um
"descalabro" na Petrobras e aponta indícios de crimes de responsabilidade
que teriam sido praticados por Dilma, como as pedaladas fiscais, e por não ter
demitido subordinados envolvidos no petrolão e no eletrolão.
O autor da petição defende que a presidente Dilma
deve ser processada não apenas de maneira culposa mas também por dolo,
"pois a reiteração dos fatos, sua magnitude e o comportamento adotado,
mesmo depois de avisada por várias fontes, não são compatíveis com mera
negligência, estando-se diante de uma verdadeira continuidade delitiva".
Outra questão apontada por Bicudo, é a falta de
transparência em contratos firmados pelo BNDES para financiar obras em países
como Cuba e Angola, realizadas por empreiteiras brasileiras implicadas na Lava
Jato. Segundo o ex-petista, a insistência de Dilma em manter o sigilo sobre as
operações "permite inferir que ela conhecia o esquema que tem como pano de
fundo a perpetuação do poder.
Agora, tudo depende da Câmara dos Deputados Federais,
que poderá autorizar que a Presidente da República seja processada pelos
delitos perpetrados, encaminhando-se, por conseguinte, os autos ao Senado
Federal, onde será julgada para, ao final, ser ou não condenada à perda do
mandato, bem como à inabilitação para exercer cargo público pelo prazo de oito
anos, nos termos do artigo 52, parágrafo único, da Constituição Federal.
O autor está convicto de que houve maquiagem
deliberadamente orientada a passar para o povo a sensação de que o Brasil
estaria flutuando em céu de brigadeiro, e assim, manteria e expandiria os
programas sociais. Lastimavelmente
enquanto o Brasil estiver vivendo uma crise institucional/política, não haverá
espaço para o crescimento econômico. Quanto mais rápido se der esta solução,
mais rápido sairemos da crise.
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Luciano