quarta-feira, 9 de setembro de 2015

FUNDADOR DO PT PEDE IMPEACHMENT DE DILMA


Artigo vinculado ao Jornal Tribuna Centro Sul dia 03/09
Hélio Pereira Bicudo nascido em Mogi das Cruzes em 5 de julho de 1922, foi promotor público, procurador de Justiça, jornalista e editorialista; foi também chefe da Casa Civil do governo paulista de Carvalho Pinto e chegou a ocupar interinamente a cadeira do Ministério da Fazenda do presidente João Gourlart em 1963. Como defensor dos direitos humanos, investigou as atividades do Esquadrão da Morte, em São Paulo, no período de 1969 e 70.

Na vida política, foi fundador do PT, em 1981, integrou a 1ª Diretoria Executiva da Fundação Wilson Pinheiro, fundação de apoio partidária instituída pelo PT, antecessora da Fundação Perseu Abramo. Foi deputado federal, e eleito vice-prefeito da cidade de São Paulo na chapa formada com Marta Suplicy. Pouco antes da reeleição do presidente Lula, Hélio, diante da crise do mensalão, dólares na cueca e denúncias de Roberto Jeferson, deixa o PT e se diz decepcionado com o governo petista.

Na época Bicudo afirmou: - Eu acho que você tem um sistema democrático que está em risco na medida em que a Dilma vencer estas eleições. Na verdade, ela diz que ela é o Lula e o Lula diz que ela é ele. Então, quer dizer, você vai entregar nas mãos do Lula à presidência da República. Isso é o caminho para uma ditadura civil.

No dia 1º de setembro, justamente no dia em que os presidentes da Associação Brasileira de Imprensa (ABI) e da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) apresentaram, em 1992, o pedido de impeachment de Fernando Collor de Mello, Hélio, protocolou o pedido de impeachment da presidente Dilma no Congresso Nacional. Este é o 17º pedido de afastamento da petista.

Na petição o jurista aponta a "crise moral" no país, afirma que a Operação Lava Jato revelou um "descalabro" na Petrobras e aponta indícios de crimes de responsabilidade que teriam sido praticados por Dilma, como as pedaladas fiscais, e por não ter demitido subordinados envolvidos no petrolão e no eletrolão.

O autor da petição defende que a presidente Dilma deve ser processada não apenas de maneira culposa mas também por dolo, "pois a reiteração dos fatos, sua magnitude e o comportamento adotado, mesmo depois de avisada por várias fontes, não são compatíveis com mera negligência, estando-se diante de uma verdadeira continuidade delitiva".

Outra questão apontada por Bicudo, é a falta de transparência em contratos firmados pelo BNDES para financiar obras em países como Cuba e Angola, realizadas por empreiteiras brasileiras implicadas na Lava Jato. Segundo o ex-petista, a insistência de Dilma em manter o sigilo sobre as operações "permite inferir que ela conhecia o esquema que tem como pano de fundo a perpetuação do poder.

Agora, tudo depende da Câmara dos Deputados Federais, que poderá autorizar que a Presidente da República seja processada pelos delitos perpetrados, encaminhando-se, por conseguinte, os autos ao Senado Federal, onde será julgada para, ao final, ser ou não condenada à perda do mandato, bem como à inabilitação para exercer cargo público pelo prazo de oito anos, nos termos do artigo 52, parágrafo único, da Constituição Federal.

O autor está convicto de que houve maquiagem deliberadamente orientada a passar para o povo a sensação de que o Brasil estaria flutuando em céu de brigadeiro, e assim, manteria e expandiria os programas sociais.  Lastimavelmente enquanto o Brasil estiver vivendo uma crise institucional/política, não haverá espaço para o crescimento econômico. Quanto mais rápido se der esta solução, mais rápido sairemos da crise.

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Luciano